Carrillo activo, Salvio apagado

O GoalPoint comparou as prestações de André Carrillo e Eduardo Salvio antes do derby e notou que, pese as influências similares dos dois jogadores até este jogo, o peruano surpreendia pela positiva em diversos detalhes, mais ainda que o argentino. E no domingo essa ideia assumiu contornos mais claros. Como já afirmámos antes, o Benfica apenas atacou 27% das vezes pela direita, demonstrativo da desinspiração de Salvio, que nem a defender esteve bem. Ganhou apenas três duelos e perdeu 17, tendo pela frente um Jefferson em grande forma; fez dois remates para fora e nenhum cruzamento; esteve mal no passe. Ao invés, Carrillo rematou, cruzou, fez passes perigosos e até ia marcando de cabeça, valendo Artur aos visitados.

Das três comparações aqui apresentadas, é curioso constatar que o melhor benfiquista dos três foi, precisamente, o que cometeu o erro que deu golo ao Sporting. Mas o futebol é assim mesmo. Os números mostram, por si, que a superioridade colectiva do Sporting assentou em grande medida nas exibições individuais dos seus jogadores, vários furos acima dos adversários. O que originou as prestações mais ou menos conseguidas caberá certamente nas explicações tácticas, estratégicas, posicionais e de envolvência do derby.