Análise: Um M’gladbach “à le Favre”

O treinador Suíço revolucionou o Mönchengladbach com um futebol ofensivo e atractivo que prendeu as atenções da Bundesliga em 2013/14. Conheça os seus segredos.

O Monchengladbach é conhecido nos últimos anos pelo futebol atraente e atrevido
O Monchengladbach é conhecido nos últimos anos pelo futebol atraente e atrevido

O Borussia Mönchengladbach terminou na quarta posição da Liga alemã na época passada (2013/2014). Sempre com um futebol ofensivo e agradável para os adeptos e bastante exigente a nível táctico para os jogadores, foi uma autêntica lufada de ar fresco no que toca às dinâmicas de jogo existentes na Bundesliga. Vamos então conhecer a fórmula de sucesso usada pelos “die fohlen”.

O treinador

O Mönchengladbach tem no seu comando o suíço Lucien Favre, treinador de 56 anos que após passagens por clubes como, por exemplo, o Zurique ou o Hertha, chegou a este Borússia para desenvolver toda uma metodologia e filosofia de jogo de grande qualidade.

Ganhando inclusivamente o prémio de melhor treinador do ano da Liga Alemã em 2009, este treinador conseguiu formar uma equipa jovem mas muito talentosa, que personifica na perfeição todo o pensamento e ensinamento táctico do suíço. Entre estes futebolistas temos Granit Xhaka, Havard Nordveit, Christoph Kramer, Patrick Herrmann ou mesmo Max Kruse.

O génio da Bundesliga

Sendo considerado por muitos como um génio táctico, Lucien Favre conseguiu, em conjunto com Jurgen Klopp (seu rival no Dortmund), fazer uma transformação profunda do futebol praticado na Bundesliga.

Este habilidoso estratega conseguiu perceber, com alguma antecedência em relação aos seus colegas treinadores, o facto de o futebol estar cada vez mais rápido, o que faz com que os jogadores tenham de tomar decisões de forma mais rápida sem perder objectividade nas suas acções. Modificando os métodos de treino e tentando sempre nas suas palestras mentalizar os jogadores para estas mudanças, o Mönchengladbach conseguiu nesta época de 2013/14 ter uma dinâmica que personifica tudo isto e com resultados bastante positivos.

Num total de 38 jogos disputados, venceu 18, empatou oito e perdeu 12. Sendo que conseguiu marcar 63 golos com 49 sofridos. Com uma média de 1,66 golos por jogo, será pacífico confirmar o pendor ofensivo da equipa, com o avançado Max Kruse a facturar por 12 vezes e Raffael por 15.

A Táctica

 

O onze tipo de Favre
O onze tipo de Favre

M’gladbach usa habitualmente o sistema 1-4-4-2 clássico, assente numa dinâmica que usa o ataque rápido como sua principal arma. Sempre com as filosofias de um futebol rápido e vertical, os jogadores demonstraram ter uma grande versatilidade e um posicionamento táctico trabalhado até à exaustão. Certas jogadas deste conjunto faziam transparecer a ideia de que até de olhos fechados conseguiriam acertar todas as suas movimentações e combinações.

Dois dos jogadores mais importantes neste sistema eram os avançados Max Kruse e Raffael, contratados no início da época 2013/2014 por quantias abaixo dos cinco milhões de euros. Uma combinação de características que se revelou, por parte de Favre, simplesmente perfeita e que beneficiou de grande forma todo o espectáculo atacante garantido por esta equipa.