Antevisão: Como irão apresentar-se os “leões” em Coimbra?

Uma temporada bem mais preenchida e difícil é o que espera os “leões” nesta época 2014/2015, quer pelas competições internas, quer pela entrada na Liga dos Campeões.

André Martins parece ter beneficiado das novas ideias de Marco Silva. A confirmar (foto: J. Trindade)
André Martins parece ter beneficiado das novas ideias de Marco Silva. A confirmar (foto: J. Trindade)

Com a saída de Leonardo Jardim, grande responsável pela boa campanha do Sporting CP na Liga portuguesa da época passada, Bruno de Carvalho optou por outro treinador jovem de seu nome Marco Silva que, contudo, nenhuma prova deu em equipas grandes e que lutem por títulos. Por este motivo a curiosidade é grande em relação ao rendimento que a jovem formação leonina irá apresentar no arranque da nova época. Será que os problemas da pré-temporada irão sobressair, ou o cunho do novo técnico irá renovar as esperanças que renasceram em Alvalade?

O que mudou

Entradas: A. Geraldes (Belenenses), S. Slavchev (Litex), P. Oliveira (V. Guimarães), O. Rosell (Kansas City), Tanaka (Kashima Reysol), N. Sarr (Lyon), R. Gauld (Dundee United) e Rabia (Al-Ahly), João Mário (V. Setúbal), J. Silva (Estudiantes)
Saídas: G. Magrão, Welder, I. Piris, W. Eduardo (Dínamo Zagreb), Zezinho (AEL), D. Salomão (D. Corunha), F. Rinaudo (Catania), V. Viola (Karabukspor), E. Dier (Tottenham)
Figura 1 - O "onze" provável de Marco Silva
Figura 1 – O “onze” provável de Marco Silva

Para começar, Marco Silva terá de lidar com alguns problemas internos, nomeadamente com Slimani e Rojo, e dessa maneira o ambiente no seio do grupo pode ter saído afectado. Visto que a contratações foram quase todas elas de jogadores bastantes jovens, como se tem visto nos jogos de pré-época Marco Silva tem optado por manter um “onze” inicial quase igual ao da época passada. Apenas João Mário, O. Rosell e Tanaka parecem ter ganho uma maior confiançado técnico e também dos adeptos leoninos neste arranque.

Mais vertical na hora de atacar

O novo treinador do Sporting, apesar de apresentar os mesmos jogadores que o seu antecessor, mudou bastante a dinâmica de jogo desta equipa. Por exemplo, no momento ofensivo o Sporting parece ser agora bastante mais vertical nas suas acções e os médios-centro, apesar de continuarem a dar linhas de passe e apoio ao corredor lateral, fazem muito menos movimentos de inner-lapping e over-lapping aos extremos, as próprias combinações entre lateral/extremo/médio-centro parecem ser mais simples, de forma a acelerar o processo ofensivo “verde-e-branco”.

É uma equipa que usa como arma ofensiva principalmente os seus extremos e defesas-laterais e cujo avançado procura sempre ter alguma mobilidade no ataque de forma a poder combinar com os restantes médios.

POSICIONAMENTO 1(55)
Figura 2 – uma dinâmica diferente da época passada, na hora de atacar