GOLO CAÍDO DO CÉU APÓS A “COBOIADA”

As nossas previsões saíram completamente furadas com o início da segunda parte: o Arouca atreveu-se mais durante boa parte da segunda metade e ia suplantando largamente um Sporting estranhamente complicado e ainda mais cerimonioso do que no primeiro tempo na hora de rematar à baliza: é que aos 80 minutos o Sporting somava apenas dois remates (zero à baliza), somando-se fenómenos atípicos como o facto de Slimani, o “leão” mais rematador na Liga até então com 29 tiros, não ter alvejado a baliza e Naldo ser o jogador do Sporting com mais passes para ocasião até então (dois dos sete efectuados).

Foi já após um momento caricato que resultou na expulsão de Naldo e do treinador Lito Vidigal (o central brasileiro empurrou o técnico após este invadir o relvado) que o “milagre” salvava tamanha pobreza futebolística: Ruiz meteu a bola com critério para Montero, o colombiano recebeu com qualidade, tentou o remate e a carambola do mesmo foi parar aos pés do “salvador” Slimani, que empurrou a bola para o fundo das redes… aos 90 minutos. O Sporting pode nem sempre jogar bem mas a “estrelinha de campeão” está bem presente.

SLIMANI, O SALVADOR (DO COSTUME)

Num jogo pobre, qualitativa e quantitativamente, apenas dois nomes se destacam no algorítmo GoalPoint Ratings: Nuno Valente, pelo Arouca, e o Homem do Jogo, Slimani, que, esperando até aos 90 minutos para rematar à baliza, decidiu o jogo para os “leões”.

O argelino ainda não soma qualquer assistência mas lidera os passes para ocasião entre os “leões” (17 de um total de 108 em dez jornadas) e é autor de sete dos 19 golos “verde-e-brancos” na prova (37% dos tentos marcados). Há jogador mais decisivo neste Sporting? Não nos parece. Slimani aparece mesmo quando o futebol é pobre.