O FC Porto não se deixou “impressionar” pelo SL Benfica, a uma semana do “clássico”, e foi a Arouca vencer por 3-1, numa partida marcada pela estreia de sonho de Jesús Corona e pela exibição de gala de Vincent Aboubakar, que fez esquecer Jackson Martínez, pelo menos por uma noite.

Liga NOS 2015/16: FC Arouca vs FC Porto, Jornada 4 - Onzes
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

A Liga dos Campeões está aí à porta e, como é hábito, Julen Lopetegui não hesitou em mudar o seu “onze” e surpreender. No meio-campo, duas alterações, com Rúben Neves a actuar no lugar de Danilo Pereira e André André a substituir Hector Herrera (os jogos internacionais desta semana também terão tido peso). Na direita, Jesús Corona entrou directamente para a equipa titular. E que estreia teve o mexicano!

O 1-0 foi da autoria do reforço de Verão do FC Porto, em estreia absoluta, a concluir uma bela jogada, mas a verdade é que todas estas alterações tiveram peso na exibição portista. Ao domínio inicial o Arouca respondeu bem e explorou os espaços existentes entre os médios portistas para atacar e cortar as linhas de passe dos “dragões”. Se o Porto costumava guardar a bola para si, nesta partida não o conseguiu, com mérito para a equipa de Lito Vidigal e para… o mau estado do relvado.

MARCAR E DESCANSAR

O Porto começou bem, com três remates, um enquadrado nos primeiros dez minutos, e ao primeiro quarto-de-hora Corona combinou com Aboubakar, para a assistência deste de calcanhar no 1-0 do mexicano. Mas a partir sensivelmente dos 25 minutos tudo mudou. O Arouca aumentou a agressividade, conseguiu equilibrar as operações a meio-campo, explorando os espaços entre linhas e a pouca entreajuda entre o trio do “miolo” visitante. O resultado foi um maior equilíbrio na posse de bola e um reduzido número de passes por parte dos “azuis-e-brancos” – 205 –, em relação ao que é habitual na equipa.

Liga NOS 2015/16: FC Arouca vs FC Porto, Jornada 4 - 1º Tempo
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No entanto, os homens da casa apenas por três vezes conseguiram rematar (no primeiro tempo) e nenhuma acertou no alvo. Foi uma resposta corajosa e vistosa por parte do Arouca, que conseguiu chegar aos 74% de eficácia de passe no primeiro tempo – muito por culpa da inoperância do Porto na pressão –, e ganhar 51% dos duelos individuais, mas não conseguiu importunar verdadeiramente Iker Casillas.

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