A LEI DO MAIS FORTE

O Arouca começou bem a segunda parte e, aos 60 minutos, tinha mais bola que o seu adversário (52%) mas sem encontrar forma de criar verdadeiro perigo. Se a esperança se alicerçava na capacidade de contrariar o habitual futebol portista, essa acabou por esmorecer quase em definitivo aos 61 minutos, com o segundo golo de Corona na partida, a encostar após remate de André André.

O médio português esteve em destaque na partida, com boas movimentações ofensivas sem bola, 84% de passes certos e dois remates, ambos enquadrados, e aos 71 minutos assistiu de forma primorosa Aboubakar para o 3-0, que o camaronês concluiu de cabeça.

Liga NOS 2015/16: FC Arouca vs FC Porto, Jornada 4 - 2º Tempo
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

O jogo estava decidido, mesmo tendo o Arouca reduzido aos 83 minutos por Maurides. Os homens de Lopetegui conseguiram adaptar-se às circunstâncias, à “pouca” posse de bola e à ausência de circulação, confiaram nas rápidas transições de Corona e na combatividade de Aboubakar. Foram pragmáticos e eficazes e arrancaram uma preciosa vitória ante um adversário que havia batido o campeão Benfica na segunda jornada.

ESTREIA DE SONHO OFUSCADA POR ABOUBAKAR

Jesús Corona estreou-se pelo Porto e logo a titular. Foi uma estreia em cheio para o extremo mexicano, que bisou na partida, fez três remates, todos enquadrados com a baliza, e ainda realizou dois bons cruzamentos.

Liga NOS 2015/16: FC Arouca vs FC Porto, Jornada 4 - MoM
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

“Tecatito” Corona seria o destaque natural do jogo, não fosse o trabalho desenvolvido por Aboubakar. O camaronês fez um golo, mas a assistência para o 1-0, de Corona, de calcanhar, ficou na retina, para além da grande entrega e luta entre os defesas contrários. Foi inteligente a segurar a bola e a entregar aos colegas, fez sete remates, dois enquadrados, e ainda realizou cinco passes para ocasião. Hoje, por culpa do camaronês que já leva quatro golos na Liga (e liderava já o nosso Índice de Goleadores), ninguém teve saudades de Jackson Martínez.