O SL Benfica empatou 2-2 no terreno do FC Astana e apurou-se para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões – ficou à espera do resultado do Atlético-Galatasaray, que deu triunfo aos espanhóis por 2-0. Mas a equipa portuguesa chegou a estar a perder por 2-0.

Surpresa total a inclusão de Renato Sanches no “onze” de Rui Vitória. Em substituição do castigado Nico Gaitán, o técnico “encarnado” apostou em Pizzi, com Jonas e Raúl Jiménez a fazerem dupla no ataque. Atrás, Lisandro López no lugar do lesionado Luisão. O regresso a um 4-4-2 puro era um indicador claro das intenções para este jogo, perante um Astana com a força dos adeptos do seu lado e, certamente, à espera de erros do adversário… que surgiram.

DEFESA DE PAPEL

O Benfica foi a equipa que mais procurou o golo na primeira parte, liderado por Pizzi, muito interveniente no jogo e muito certo no passe (com eficácia de entrega sempre em torno dos 90% na etapa inicial). E também pela irreverência de Sanches, muito solto de processos apesar da estreia absoluta a titular. Os 12 remates (sete na grande área) realizados na primeira parte, cinco deles enquadrados, são disso demonstrativo, tal como os 59,6% de posse nesta fase da partida, mas os (modestos) 78% de passes certos explicam um pouco o porquê de o Astana ter conseguido construir inúmeros lances de recuperação e transição rápida.

Numa dessas jogadas, e aproveitando o deficiente posicionamento tanto de Sílvio como de Eliseu, os cazaques marcaram, por Twumasi (19′), a surgir ao segundo poste a cabecear após um cruzamento da esquerda. Também da esquerda partiu o livre que Marin Anicic (31′) converteu no 2-0, mais uma vez com deficiente trabalho defensivo benfiquista. O golo de cabeça de Raúl Jiménez, a centro de Jonas, aos 40 minutos, apenas atenuou a imagem de equipa ingénua que o Benfica deixou na primeira parte, ofensiva, sim, mas vulnerável às investidas contrárias.

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