Athletic 0 – Porto 2: Brahimi vulgariza Bilbau

O FC Porto garantiu, à quarta jornada, a passagem aos oitavos-de-final da UEFA Champions League, graças a um triunfo claro e tranquilo em Bilbau, graças a um argelino forte demais para os visitados.

O argelino Brahimi voltou a ser decisivo para os "dragões" (foto: J. Trindade infografia: GoalPoint)
O argelino Brahimi voltou a ser decisivo para os “dragões” (foto: J. Trindade infografia: GoalPoint)

Os oitavos-de-final já estão garantidos. O FC Porto viajou até Bilbau para defrontar o Athletic e vulgarizou o seu adversário basco, graças a uma exibição colectiva irrepreensível e a um Yacine Brahimi que desmontou por completo a defensiva contrária. O argelino fez o 2-0 e inventou o 1-0, da autoria de Jackson Martínez.

Julen Lopetegui apostou naquele que é, provavelmente, o seu melhor “onze”. Casemiro, Herrera e Óliver Torres deram músculo, talento e inteligência táctica à equipa; Brahimi, Tello e Jackson completaram o trio da frente no habitual 4x3x3. O Athletic apostou num 4x2x3x1 tradicional, muito cauteloso, como que aceitando o previsível domínio portista e apostando claramente nas transições. Conseguiu-o pouco e sem perigo, numa partida em que o Porto dominou por completo. Casemiro (seis recuperações de bola, seis desarmes, sete alívios e três intercepções) foi um esteio no “miolo” portista, não dando veleidades em frente à defesa. Herrera (nove recuperações) foi um trabalhador um pouco mais à frente e até Óliver (sete recuperações, três entradas e duas intercepções) foi fundamental na consistência do “dragão” e na procura da bola.

Clique na infografia para ler em detalhe (infografia: GoalPoint)
Clique na infografia para ler em detalhe (infografia: GoalPoint)

Trabalhador incansável

E o que dizer de Brahimi? Primeiro, aos 55 minutos, fintou tudo e todos do lado esquerdo, foi à linha e assistiu Jackson Martínez para o 1-0. E depois aproveitou um erro do guarda-redes Gorka Iraizoz, que não dominou uma bola com um pé, para fazer o segundo de forma tranquila. Um golo e uma assistência. Mas foi só isto? Não, foi muito mais. Foram três remates, dois enquadrados, foram dois passes para golo, 57,1% dos duelos ganhos, seis faltas arrancadas aos Athletic e foram 16… sim, leu bem, 16 recuperações de bola! Só Maicon e Herrera aproximaram-se deste valor, com nove cada. Trabalho de equipa, combinações, dribles, muitos dribles.

Jackson Martínez também se destacou, apesar do penalty desperdiçado aos 43 minutos. Rematou seis vezes, uma enquadrada, e arrancou cinco faltas, quase todas em zona de perigo. Óliver Torres brilhou com 88,2% de passes certos, em 34 (22 no meio-campo contrário, com 81,8% de eficácia), muita técnica, visão de jogo e inteligência. Danilo ganhou 85,7% dos seus duelos.

Colectivamente, tudo claro como água quanto à superioridade portista. Os “dragões” remataram 14 vezes, contra sete do Bilbau, quatro delas enquadradas contra nenhuma dos bascos (sete remates foram dentro da grande área contrária). Curiosamente, o Athletic terminou com mais bola (51% contra 49%), mais passes (426 para 412). O Porto foi mais eficaz nas entregas (69,2% para 65,3%), ainda assim com valores anormalmente baixos para o habitual na equipa de Lopetegui.