O Desportivo das Aves fez História e conquistou a sua primeira Taça de Portugal. A formação de Santo Tirso bateu o Sporting na final do Jamor por 2-1, num jogo em que esteve sempre na frente e apenas nos minutos finais teve de sofrer a bem sofrer para aguentar a vantagem, perante o “leão” a dar tudo por tudo em busca do empate. O guarda-redes Quim, com seis defesas, foi talvez a figura maior da sua equipa, a par de Alexandre Guedes, autor dos dois golos da equipa nortenha. O Sporting dominou, atacou muito, mas nunca mostrou a frescura mental necessária para concretizar essa superioridade nem travar algumas das rápidas transições contrárias.

Resumo💻

O Jogo explicado em Números 📊

  • Jogo muito movimentado logo no arranque, com o Sporting a registar 60% de posse de bola nos primeiros dez minutos e a melhor ocasião do jogo. Gelson Martins, isolado, viu Quim negar-lhe o golo, embora numa situação de ângulo reduzido para o extremo. O Aves, porém, tinha também um remate, e enquadrado.
  • Aos 14 minutos, os dois protagonistas, mais uma vez, com Quim a negar novo golo a Gelson. Estava a desenhar-se um dos mais interessantes duelos do encontro. Mas quem falha, arrisca-se a sofrer e, num contra-ataque bem desenhado, o Aves fez golo, aos 16 minutos. Braga cruzou da direita e Alexandre Guedes, ao segundo poste, fez o um “salto de peixe” e desviou para o fundo da baliza de Rui Patrício.

  • Pelos 20 minutos, os “leões” continuavam a dominar na posse de bola (60%) e nos remates, com quatro disparos, três enquadrados (todos defendidos por Quim). Os avenses precisaram de apenas dois disparos (ambos com boa direcção), para marcar.
  • Notava-se falta de intensidade e capacidade de reacção dos jogadores leoninos, embora mantivessem total domínio das operações e mostrassem estar sempre muito perto de chegar ao golo. Chegada a meia-hora, faltava ao “leão” o último passe de qualidade para efectivar essa veia autoritária. Nesta fase, o Sporting registava já seis disparos, quatro com boa direcção, para além de quatro cantos, para um dos homens de Vila das Aves.

  • A estratégia do Aves ia resultando, com a zona frontal à sua grande área bem povoava, com Vítor Gomes e Fernando Tissone a cobrirem muito terreno. E as transições permitiam à equipa ter, perto do intervalo, quatro remates, sendo três deles enquadrados.
  • Intervalo Vantagem do Aves chegado o descanso, fundamentalmente porque soube lidar com o jogo do Sporting, não lhe dando espaço em zona frontal nem metros aos alas para imprimirem intensidade ao jogo leonino. Os homens de Alvalade mostravam claramente falta de pique e capacidade de reacção, apesar do domínio apresentado – 66% de posse de bola, sete remates, quatro enquadrados (6-4 para o Aves), quatro cantos contra um. Os homens de Santo Tirso foram bem mais efectivos e esclarecidos, aproveitando a sua melhor oportunidade para marcar.

  • Sporting com mais vigor no arranque do segundo tempo, a chegar aos 68% de posse à passagem da hora de jogo, para além de três remates, um deles enquadrados. O Aves não teve alternativa senão encolher-se, não indo além de um disparo nesta fase, com boa direcção.
  • Aos poucos os “leões” começaram a perder gás, sendo que aos 70 minutos, os avenses passaram a usufruir de 38% de posse, com apreciável total de oito remates, cinco deles enquadrados. Porém, abusava nas faltas, com 16 registadas até esta altura contra apenas cinco da formação. Quim era a grande figura.

  • Era um sinal de que as coisas estavam a mudar… e mudaram mesmo. Aos 72 minutos, o herói do Aves, Alexandre Guedes, isolou-se, deixou-se apanhar por Sebastián Coates, mas teve a calma para fintar o uruguaio (que mal reagiu), flectir para o meio e rematar cruzado, de pé direito, para o 2-0.
  • Aos 78 minutos, após defesa de Quim a remate de Bruno Fernandes, a bola sobrou para Bas Dost que, sozinho, acertou na barra da baliza do Aves. Uma perdida incrível do holandês, visivelmente abatido e de cabeça baixa.

  • Bruno Fernandes, com seis remates por volta dos 80 minutos, era dos poucos com clarividência nos momentos de ataque do “leão”, mas a verdade é que apenas enquadrara dois. O médio era, igualmente, o homem com mais cruzamentos no jogo, nada menos que sete.
  • A esperança do Sporting reacendeu-se quando, aos 85 minutos, Fredy Montero reduziu para 2-1, com um remate acrobático. Mas apesar da grande pressão leonina, o Aves aguentou a vantagem e conquistou a sua primeira Taça de Portugal.

[Nota metodológica: ao contrário do que sucede com a Liga NOS e competições europeias a Opta não cobre as Taças nacionais, razão pela qual não nos é possível apresentar ratings e outros dados habituais na nossa cobertura]

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