Este sábado joga-se, em Berlim, a final da Liga dos Campeões de 2014/15. Juventus e FC Barcelona chegam ao jogo decisivo, mais um, o oitavo no historial de ambas (quinto na era da Liga “milionária”), com legítimas aspirações de arrecadar a “Taça das orelhas grandes”, mas só um a pode levar para casa. O GoalPoint olhou para os números, estatísticas e dados históricos e chegou a uma conclusão mais ou menos óbvia: o favoritismo é catalão, e se a lógica imperar será o quinto triunfo “blaugrana” na competição. Mas vamos aos números, com o rigor e qualidade OPTA, que só o GoalPoint lhe traz em Portugal.

A História vale o que vale e não há dois jogos iguais, manda dizer a sapiência futebolística, mas certo é que o Barça chega a este jogo com outro élan. Em primeiro lugar o Barcelona ganhou todas as três últimas finais que disputou, um desempenho 100% vitorioso no qual a Juventus esbarra. Os transalpinos perderam, precisamente, as três últimas finais da Champions em que participaram. Mas o que interessa é o presente.

Leo Messi (foto: FCB)
Leo Messi (foto: FCB)

E o presente mostra um Barcelona arrebatador. Este ano pode assegurar a “tripla” de troféus pela segunda vez na sua história, depois de 2008/09 com Pep Guardiola. Mas os números do Barça esta época, no conjunto das competições, são estratosféricos e dinamitam mesmo os alcançados nessa ocasião. Em primeiro lugar o rácio de vitórias: Luis Enrique conseguiu agora 83% de triunfos, contra 67% de 2008/09; tem 172 golos marcados para 158 de então (69% da autoria do tridente ofensivo composto por Messi, Neymar e Suárez); 37 sofridos para 55; e 33 jogos sem sofrer golos contra 24.

Na Liga dos Campeões propriamente dita também há diferenças. Contrariamente ao que se possa pensar, o Barça de Luis enrique fez mais passes do que o de Guardiola (8124-7627) e com mais acerto (88%-87%); apresentou maior eficácia de remate (55%-45%) e mais tentativas (401-346). Perde na posse de bola (66%-60%), mas a verdade é que quem achava que o grande Barcelona tinha acabado com a saída de Pep, enganou-se.

> NA PRÓXIMA PÁGINA: FILOSOFIAS DISTINTAS