O GoalPoint decidiu recuperar um clássico (renovado), o “barómetro” de desempenho comparado de Benfica, Porto e Sporting, numa época em que se espera competitividade ímpar entre os três maiores emblemas nacionais na luta pelo título, mesmo que, neste momento, quem lidere seja… o Arouca.

Recorrendo aos dados exclusivos OPTA, iremos comparar semanalmente o desempenho acumulado dos “três grandes”, guardando para uma análise mensal um olhar mais aprofundado sobre todos os indicadores que nos poderão ajudar a perceber melhor quem está a produzir mais, melhor e em que contexto, independentemente do que mais interessa: os resultados.

Barómetro GoalPoint 2015716: Jornada 2
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

“ÁGUIA” PERDULÁRIA

Ainda é cedo para conclusões, mas à segunda jornada existem alguns factores que se destacam, mesmo que apenas o tempo venha a permitir confirmação. Por um lado, e sobretudo após o último jogo, sobressai um Benfica perdulário (quatro golos em 51 remates), mas com uma nuance: apesar dos 31 remates desferidos pelos “encarnados” frente ao Arouca, a verdade é que o campeão nacional apenas soma mais três enquadrados que os rivais. A “águia” enquadrou 26% dos remates que efectuou, contra 32% dos “dragões” e 44% do Sporting. Naturalmente, a taxa de concretização “encarnada” reflecte o desacerto, com o Benfica a converter apenas 8% dos disparos efectuados. O Benfica justifica razões para ainda maior preocupação tendo em conta que, nas duas partidas efectuadas, fez pouco menos do que a soma de passes para ocasião de Porto e Sporting juntos, factor que apenas teve tradução no primeiro encontro (e nos últimos 15 minutos). Até agora… um Benfica que ataca muito mas que acerta pouco, quando na época passada a “águia” primou pela objectividade.

“LEÃO” QUE DEFENDE… MAS PERMITE

No plano oposto surge o Sporting, que no fundo parece apresentar já alguns indicadores que o Benfica de Jesus patenteou na época passada: defender bem e aproveitar melhor as oportunidades de golo. A excepção? A permissividade face aos remates enquadrados. Os “leões” só permitiram aos rivais três remates enquadrados em dois jogos, mas dois deles resultaram em golo (ainda que um tenha sucedido na sequência de uma grande penalidade).

“DRAGÃO”… NEUTRO

Conforme é perceptível na infografia anexa, o FC Porto coloca-se… no meio termo do desempenho. Mas se tivermos em conta que os “azuis-e-brancos” tiveram (no papel) os primeiros dois jogos de maior grau de dificuldade, a conclusão é a de que o “dragão”, não brilhando, podia estar pior.

Acompanhe o Barómetro nGoalPoint, o qual prometemos actualizar e analisar estes (e outros) indicadores ao longo de toda a Liga NOS 2015/16.