A terceira jornada da Liga NOS 2015/16 já lá vai e, apesar de ainda só terem decorrido cerca de 270 minutos (mais descontos) para Benfica, Porto e Sporting, podemos já avaliar a produção comparada dos principais candidatos ao título, algo que prometemos fazer semanalmente, desde a segunda jornada.

Barómetro GoalPoint 2015/16: Jornada 3
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Apenas o tempo (e os grandes jogos) nos permitirão tirar conclusões e identificar tendências, mas por agora, à luz dos pontos (todos já os perderam) e desempenho, podemos afirmar que nenhum dos candidatos entrou de rompante na Liga.

REMATAR MUITO MAS… AO LADO

O Benfica conseguiu rematar 74 vezes nos três primeiros jogos. Tivessem os “encarnados” desferido mais três e teriam feito o mesmo número de tiros que os dois rivais somados. Mas na hora de medir eficácia (% de remates enquadrados), a história é outra: o campeão nacional apenas enquadrou 21 remates, mais três que um Sporting não só mais eficaz (47% dos remates enquadrados) como sobretudo mais concretizador (16% dos tiros dos “leões” resultaram em golo).

DA “ÁGUIA” CRIADORA AO EFEITO CASILLAS

Também na hora de medir passes para ocasião de golo é o Benfica que sobressai, com nada menos do que 60, aqui sim o equivalente ao somatório de Porto e Sporting. Estando o Benfica atrás dos rivais na tabela classificativa, é caso para dizer que a “águia” obteve pouco proveito para tanta produção.

Defensivamente não deixa de ser curioso que foi também o Benfica o que menos remates permitiu, 19 (o Porto sofreu 25 e o Sporting 21), mas a verdade é que enfrentou mais remates enquadrados que os rivais. Neste capítulo brilhaCasillas, titular “azul-e-branco” desde o primeiro minuto da Liga e que parou seis dos sete disparos enquadrados que os “dragões” permitiram. Júlio César travou sete, enquanto Rui Patrício apenas defendeu dois dos únicos cinco remates dirigidos à sua baliza.

No capítulo disciplinar os “dragões” não têm razões para sorrir: ganham menos faltas e cometem mais infracções que os rivais, vendo também mais amarelos. Quererá isto dizer alguma coisa sobre o modelo de jogo “mastigado” de Julen Lopetegui? Ainda é cedo para sentenças.