Mais uma jornada de Liga NOS, desta feita com “clássico” e com impacto (ainda que ténue) no Barómetro GoalPoint, que quantifica e compara algumas das muitas variáveis de desempenho de Benfica, Porto e Sporting que acompanhamos a cada jogo. O Barómetro passa também a incluir o desempenho médio de cada equipa, à luz do recentemente lançado GoalPoint Ratings, que pondera a performance estatística individual de cada jogador em cada partida disputada.

Eis o Barómetro actualizado após a quinta jornada da prova:

Barómetro GoalPoint 2015/16: Jornada 5
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

A CONCRETIZAÇÃO, A CONCRETIZAÇÃO…

São poucas mas significativas as mudanças no Barómetro da semana. O Benfica ainda mantém alguma vantagem em diversos indicadores, fruto do desempenho “generoso” que registava, mas caiu já em algumas variáveis. Os “encarnados” cairam nos remates enquadrados, concretização e passes para ocasião, consequência previsível após uma difícil visita ao Dragão que culminou em derrota. O caso mais preocupante para a “águia” é o da concretização das situações de remate criadas. Quem não marca não ganha e os quatro pontos de distância para os líderes FC Porto e Sporting CP demonstram-no bem.

“LEÃO” RECUPERA INDICADORES

Apesar de não ter efectuado uma exibição qualitativamente impressionante, o Sporting melhorou diversos indicadores, fruto de um jogo frente ao Nacional que, mesmo não muito bem conseguido, ficou marcado por um ascendente quantitativo evidente. Partilhando da ligeira quebra de concretização transversal aos três candidatos, a verdade é que os “leões” igualam agora o Porto em passes para ocasião ultrapassando até os “dragões” em remates enquadrados a cada 90 minutos, ao mesmo tempo que continuam a ser a equipa que menos remates enquadrados permite por encontro.

No que respeita à taxa de remates enquadrados defendidos, o indicador mais preocupante para os “verde-e-brancos”, também existe melhoria, embora o registo ainda coloque a equipa de Jorge Jesus no último posto do Barómetro neste capítulo.

“DRAGÃO” EQUILIBRADO… MAS CASTIGADO

Com a vitória sobre a “águia”, o Porto tem na mão o que mais lhe interessa: a liderança da Liga NOS, mas para lá do essencial o “dragão” apresenta também um registo equilibrado, liderando nos “fundamentals”.

Os “azuis-e-brancos” estão à frente em duas variáveis nucleares: a taxa de concretização dos disparos efectuados e a percentagem de remates enquadrados que Casillas defende, duas tendências fundamentais num campeão, numa prova que se prevê disputada. Mas nem tudo são boas notícias: os “dragões” cometem não só mais faltas por encontro que os adversários como totalizam quase tantos amarelos como Benfica e Sporting somados. É certo que Maxi faz a diferença neste capítulo, com quatro amarelos, mas não explica tudo.