A sexta jornada, francamente positiva para o Benfica – não tanto para Porto e Sporting –, chegou ao fim e os resultados e produção dos candidatos tiveram natural reflexo no barómetro semanal GoalPoint, ainda que, em alguns casos, de forma marginal.

Para facilitar a análise passamos a introduzir indicadores visuais de alteração de posição entre os três clubes, para cada variável, face à edição semanal anterior.

Barómetro GoalPoint 2015/16: Jornada 6
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

ACENTUADO ARREFECIMENTO… LEONINO

O empate anti-clímax do Sporting no Bessa contribui decisivamente para uma quebra que já se vinha confirmando em jornadas anteriores. Não foi por falta de remates que o Sporting não venceu frente ao Boavista: os “leões” dispararam por 11 vezes, o que não sendo uma marca impressionante devia ser suficiente. Sucede que apenas em duas ocasiões o fizeram de forma enquadrada com a baliza de Mika. Resultado? Os homens de Alvalade caem para o último posto no que toca à percentagem de concretização, um indicador fundamental… num campeão.

Curiosamente os comandados de Jesus até reforçam a liderança nos remates enquadrados permitidos (apenas 1,3 por jogo), qualidade defensiva que só não resulta num melhor rácio de golos sofridos pela menor eficácia (até agora) de Rui Patrício a travar os remates adversários (permitiu um golo a cada dois remates enquadrados até agora), ainda assim há melhorias.

“ÁGUIA” E “DRAGÃO” PRÓXIMOS… NO ESSENCIAL

Concretização e percentagem de remates enquadrados defendidos por jogo. Se estabelecêssemos uma mão cheia de indicadores fundamentais na definição do desempenho de um candidato ao título, estes dois estariam certamente no lote. No que toca à concretização, a pecha “encarnada” desde o início da época, as coisas começam a compor-se, com o Benfica a não só sair do último posto do barómetro, como a aproximar-se dos “dragões”. Já no que concerne aos remates enquadrados defendidos, Iker Casillas cai dos 80% para os 71%, fruto dos dois golos sofridos em Moreira de Cónegos, com um Júlio César com “folha limpa” frente ao Paços (mas não isento de trabalho) a igualar o desempenho do espanhol.

No plano disciplinar não se registam grandes alterações, com excepção de uma ligeira quebra dos “leões” no que respeita aos cartões amarelos vistos, fruto dos dois cartões vistos no Bessa.