Barómetro Outubro: Afinal quem está a jogar melhor?

Após o primeiro “quarto” do campeonato, o Benfica mostra melhorias no ataque e debilidades na defesa, um pouco à imagem do Sporting, enquanto o FC Porto aposta no controlo dos adversários para vencer.

Olhamos o desempenho dos "três grandes" após dois meses (8 jornadas) de competição
Olhamos o desempenho dos “três grandes” após dois meses (8 jornadas) de competição

Oito jornadas da Liga portuguesa foram já disputadas, pelo que chegou a hora de revisitarmos o Barómetro GoalPoint. O exercício ganha relevância especial, num momento em que, após o percalço “encarnado” em Braga, a classificação volta a gerar interesse e uma (rara) noção de competitividade pelo título que anima a discussão da clássica pergunta que, nestes momentos, surge na agenda do comentário futebolístico, profissional ou amador: quem está a praticar o melhor futebol até ao momento?

Um debate deste tipo assenta sempre em pressupostos subjectivos mas, como é nosso apanágio no GoalPoint, procuramos contribuir para o tema com a análise objectiva do desempenho das equipas em contenda, a qual revela variações interessantes face ao Barómetro GoalPoint realizado após o primeiro mês de competição. Olhamos então a produção ofensiva (Remate e Concretização, Passe e Circulação), defensiva (Defesa e Recuperação) terminando no desempenho disciplinar dos três candidatos ao título.

Clique na infografia para ler em detalhe (infografia: GoalPoint)
Clique na infografia para ler em detalhe (infografia: GoalPoint)

Líder é mais eficaz e concretizador

Olhando os números relativos à produção ofensiva percebemos que, pese o que se vai dizendo sobre as lacunas ofensivas do campeão nacional (sobretudo a menor produtividade de Lima), a verdade é que o Benfica se assume como líder também na produção ofensiva em todos os capítulos, com excepção no número de remates por jogo onde é suplantado pelos “leões”, com cerca de 17 remates por jogo. As “águias” marcam mais golos por jogo (2,5) e fazem mais remates enquadrados (7,5 por partida) do que os adversários, o que resulta numa maior eficácia de remate (47%) e sobretudo uma melhor taxa de aproveitamento dos remates efectuados (16%). Fruto da maior qualidade de remate, o Benfica necessitou apenas de efectuar 6,4 disparos por cada golo que marcou, contra 8,3 e 8,1 de Porto e Sporting, respectivamente.

Apesar destes números o desempenho do conjunto de Marco Silva merece destaque pela melhoria transversal em todos os capítulos analisados no decurso dos últimos cinco jogos disputados, assumindo-se como a segunda equipa mais perigosa neste capítulo, enquanto o Porto baixou drasticamente o número de remates e a sua eficácia em igual período.

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