A tarefa não se avizinha fácil. O Bayern de Guardiola é uma das equipas mais temidas no mundo do futebol e a própria história não joga a favor do Benfica. As duas últimas deslocações portuguesas à Allianz Arena saldaram-se num 13-2 para os alemães, e o próprio Benfica também não costuma ser feliz nas deslocações a terras germânicas.

Mas como diz “o outro”, no futebol não há impossíveis, e se para os “encarnados” trazer na bagagem algo diferente de uma derrota não se avizinha provável, há ainda assim formas de minimizar o estrago e trazer para a Luz a eliminatória em aberto.

O GoalPoint procurou três maneiras sem recorrer a búzios, magia negra ou ao bruxo de Fafe, apenas olhando para os números e para aquilo que eles nos contam, e encontrámos algumas pistas de como Rui Vitória deverá abordar o jogo de terça-feira.

1- Reforçar o meio-campo

Se há jogo para o qual o habitual 4-4-2 de Rui Vitória parece um suicídio é este. O Bayern é, por natureza, uma equipa que gosta de ter a bola e fá-lo melhor que qualquer outra na Champions League, sendo que dois dos médios prováveis titulares estão entre os quatro primeiros que melhor entregam o esférico.

Bayern – Benfica | Três ideias para Munique

Encarar um trio de meio-campo com Alonso, Vidal/Thiago Alcântara e Thomas Müller com apenas Fejsa e Renato Sanches numa posição mais central seria potenciar ainda mais a posse de bola do Bayern e, mesmo pedindo apoio central a Pizzi e Gaitán, reduzir muito a capacidade de a recuperar. Para ultrapassar este problema, juntar Samaris a Fejsa, construindo um meio-campo mais robusto na recuperação mas que também saiba manter a bola, parece o ideal, não correndo logo na primeira fase de construção os habituais riscos que um Renato Sanches, ainda um pouco errático no passe, proporciona.

A presença de Renato numa posição mais avançada, no vértice avançado de um triângulo de meio-campo, permitiria usar as capacidades de recuperação de bola do 85 mais perto da baliza do Bayern, e quem sabe até explorar (ainda) mais vezes o seu bom remate de longa distância. Diga-se que Renato é o jogador que mais bolas recupera a cada 90 minutos em toda a Liga dos Campeões, e também o terceiro médio que mais remata.

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2- Ataque mais móvel

Partindo do princípio que a primeira sugestão é seguida sobram três vagas para atacantes, e nessa óptica parece-nos que abdicar de início do ponta-de-lança puro, seja ele Mitroglou ou Jiménez, seria a opção mais natural. A campanha do Bayern na Champions tem sido marcada por erros individuais defensivos (0,8 por jogo), o que mostra que a defesa está longe de ser impermeável, principalmente onde estiverem Alaba (provável titular) e Kimmich. Nesse sentido, ter jogadores móveis capazes de criar oportunidades individualmente é mais importante do que ter um homem fixo na área.

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De acordo com os números, Gaitán e Jonas são obrigatórios, sobrando uma vaga que, tendo em conta o apagamento recente de Gonçalo Guedes e o bom jogo de Pizzi contra o Braga, deverá ser naturalmente entregue ao número 21. Não esquecer que Gaitán é ainda o maior goleador do Benfica na Champions esta época, logo tê-lo o mais perto possível da baliza será sempre boa ideia.

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