O Benfica foi a Munique perder pela margem mínima frente ao Bayern, um resultado que, apesar de negativo, muitos adeptos assinariam de cruz antes do apito inicial, mas que tendo em conta a luta dada pelos “encarnados” até poderá deixar alguns amargurados pelo desperdício das poucas (mas boas) ocasiões de perigo criadas pelos comandados de Rui Vitória.

Este é daqueles jogos cujo mérito (ou demérito) dos intervenientes não é totalmente explicado pela estatística. A produção foi baixa, as falhas foram muitas, sobretudo ao nível do passe, o que resulta em ratings relativamente baixos para as médias habituais de ambas as equipas. O mesmo já tinha sucedido na visita do Benfica a Madrid, esta época. Talvez um dia tenhamos uma métrica que traduza o contexto, por agora medimos o que prometemos: o desempenho individual.

Liga dos Campeões 2015/16 - Quartos-de-final - Bayern vs Benfica
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Ainda assim os dados colectivos ajudam-nos a identificar o mérito “encarnado” na margem mínima que traz para a decisão para a segunda mão. As “águias” lutaram de igual para igual nos duelos individuais (liderando nessa variável em vários momentos do jogo).

Se tivermos em conta que o Bayern levava nesta Champions uma média de oito remates enquadrados por jogo, o facto de a “águia” reduzir os bávaros a seis no seu próprio estádio comprova que este não foi um daqueles jogos de o “guarda-redes e mais dez”, apesar da excelente exibição de um Ederson que vai descansando os adeptos que mais se preocuparam com a lesão de Júlio César.

Ofensivamente o Benfica teve pouco, mas o que teve podia ter dourado ainda mais a talha que emoldura uma exibição personalizada. Jonas obrigou Neuer à única defesa que somou, naquela que terá sido a ocasião mais flagrante de golo para lá do único da partida, obtido por Vidal (a passe e Bernat) logo aos dois minutos, quando parecia que o Benfica ia levar um “cabaz”. Não levou, e saiu de Munique com razões para orgulho, com… ou sem ratings estatísticos a acompanhar.

Ederson (quase) perfeito

Conforme já referimos este não é um jogo em que a estatística individual explique da melhor forma o desempenho colectivo. Apesar de não ser o melhor em campo no plano estatístico, Ederson foi o destaque “encarnado”, pelo número de acções defensivas nucleares que somou. Tivesse mantido a baliza inviolada e provavelmente teria colado um cromo na sua caderneta de exibições inesquecíveis.

As restantes “águias” apresentam ratings relativamente baixos, em boa parte penalizados pela baixa eficácia de passe decorrente de uma ideia de jogo que assim o ditou. Para o ilustrar basta dizer que Ederson teve, ainda assim, maior acerto nas reposições que fez do que os laterais do Benfica tiveram nos passes que tentaram fazer. Os números podem ser pobres mas o resultado colectivo alimenta um sonho que se irá materializar ou desvanecer já na próxima semana, no Estádio da Luz.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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