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O Benfica manteve os três pontos de vantagem em relação ao segundo classificado – agora apenas o FC Porto – e aumentou para cinco a diferença para o Sporting, ao vencer por 2-0 na deslocação ao terreno do Belenenses.

Num jogo muito disputado, que valeu sobretudo pela primeira parte, o destaque vai para o desperdício das duas equipas na hora de finalizar, em especial o Benfica, que poderia ter construído um resultado mais gordo, ainda na primeira parte.

Nos pés de Pizzi, na cabeça de Mitroglou 

Um só golo não faz jus à qualidade da primeira parte, pelo menos até ao momento de criação de perigo. Assistiu-se a um jogo aberto, criativo, movimentado, com muitas ocasiões de golo de parte a parte – bem mais para o Benfica -, mas o desperdício foi a palavra de ordem.

No total da etapa inicial registaram-se 14 remates, 11 deles para os “encarnados”, que enquadraram quatro e ainda atiraram uma bola ao poste – oito disparos do Benfica aconteceram dentro da área do Belenenses. No primeiro tempo os visitantes registaram oito passes para ocasião, sendo cinco deles da autoria de Pizzi, que aos 20 minutos já tinha três em seu nome.

O domínio das “águas” foi constante e os 61% de posse de bola ao intervalo mostram isso mesmo, para além dos 87% de eficácia de passe – Fejsa, com 97% em 32, e Pizzi, com 95% em 43, destacaram-se neste pormenor. Mais uma vez, Pizzi deu nas vistas pela influência em todo o futebol benfiquista neste período, com 60 toques na bola, mais 15 que o segundo neste capítulo, Eduardo Salvio. O golo de Mitroglou, de cabeça, aos dez minutos, após canto de… Pizzi, foi excepção no meio de tanto desperdício. Foi o sexto golo do grego ao Belenenses.

Não espanta, portanto, que Pizzi chegasse ao intervalo na liderança do GoalPoint Ratings parcial, com 7.0, seguindo-se Salvio 6.5 e Mitroglou 6.0. O melhor belenense era Joel Pereira 5.9, muito por culpa das três defesas importantes que já somava.

Mais equilíbrio, o mesmo desfecho

O Belenenses surgiu mais afoito no segundo tempo. Prova disso seriam os cinco disparos nesta fase, dois deles enquadrados, e de certa forma o emblema da casa conseguiu estancar um pouco as transições ofensivas do Benfica, menos perigosas nesta altura.

Mas tal não impediu novo golo benfiquista. O 2-0, de Grimaldo, aos 65 minutos, após assistência de Gonçalo Guedes, surgiu numa altura em que o Benfica registava 14 remates, sete enquadrados, o Belenenses cinco, dois com a direcção certa, e com 59% de posse de bola para os “encarnados”. O Belenenses, logo após o 2-0, esteve perto de marcar em duas situações na mesma jogada, mas logo a seguir Cervi atirou à barra em mais um exercício de desperdício benfiquista.

Ainda assim, os comandados de Rui Vitória conseguiram melhorar alguns números já muito bons no primeiro tempo, nomeadamente na eficácia de passe, que se fixou nos 88%. Destaque para os 22 cruzamentos de bola corrida do Belenenses, contra os 17 do Benfica, e os 13 remates de dentro da área contrária conseguidos pelos visitantes (contra os três dos homens do Restelo, num total de oito tentativas, o que demonstra que as “águias” conseguiram manter os “azuis” longe da sua grande área).

O regresso de Salvio

No primeiro tempo, como já referimos, Pizzi reinou no GoalPoint Ratings, mas na segunda parte a quebra do médio português e a consistência de Salvio acabaram por destacar o argentino como melhor em campo estatisticamente, com 7.6.

Salvio enquadrou três de quatro remates, fez dois passes para ocasião, teve cinco acções ofensivas e ainda ganhou três de quatro duelos aéreos. Faltou-lhe o golo para coroar uma bela exibição. Em segundo ficou, então, Pizzi, com 7.3, não conseguindo fazer no segundo tempo qualquer passe para ocasião, mas terminou o jogo como o elemento mais interventivo, com 111 toques na bola.

Grimaldo, com 7.0 no GoalPoint Ratings, segue-se nesta nossa tabela, pelo golo, pelos dois remates, pelo passe para ocasião, mas também pela consistência defensiva, enquanto do lado belenense o melhor foi mesmo Joel Pereira, que manteve a competência da primeira parte com algumas intervenções de vulto, que lhe valeram 6.7 na nossa avaliação.

Outros números:

  • Pizzi 7.3 – Aos 35 minutos já tinha feito cinco passes para ocasião, incluindo a assistência, e ameaçava pulverizar o recorde (7). No entanto ficou por aí, mas teve mais números de destaque, como os 92% de passes eficazes.
  • Lindelof 6.8 – Os dez alívios que fez (sete de cabeça) são um novo máximo em jogadores do Benfica esta época. Ainda recuperou oito vezes a posse de bola e perdeu apenas um duelo pelo ar.
  • Cervi 6.5 – Foi o jogador com mais desarmes em campo (3), num total de sete acções defensivas. Impressionante o que trabalha para a equipa, e ainda atirou ao poste.
  • Mitroglou 5.5 – Entrou “a ferver” e cedo inaugurou o marcador contra a sua vítima preferida, o Belenenses. No entanto falhou duas ocasiões flagrantes, uma delas particularmente escandalosa que daria o 0-2.