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A Bélgica venceu o seu primeiro jogo no Grupo G, 3-0 frente a uma das mais frágeis selecções do Mundial, o Panamá. Contudo, este foi um triunfo complicado para os belgas, por culpa própria, pois só no segundo tempo conseguiram arranjar inspiração para criar verdadeiro perigo e marcar golos. A justiça do triunfo, porém, é inquestionável.

Primeira parte muito mal jogada, em especial por parte da Bélgica, uma das selecções mais fortes deste Mundial e com obrigação para assumir a iniciativa do jogo. Num 3-4-3 muito estático, sem desmarcações ou movimentos para fornecer linhas de passe, os belgas foram presa fácil para uma formação do Panamá que valeu pela grande vivacidade dos seus jogadores, em estreia na competição. Assim, apesar dos 61% de posse de bola e dos nove remates (três enquadrados) na primeira parte, os europeus pouco perigo criaram, e quando conseguiam construíram algo, o guarda-redes Jaime Penedo, melhor em campo na etapa inicial com um rating de 6.7, ia resolvendo os problemas.

O reatamento, porém, não poderia ter começado melhor para os belgas. Logo aos 47 minutos, um alívio do Panamá na grande área foi ter à zona onde estava Dries Mertens e este, de primeira, rematou forte e colocado, em balão, para um golo extraordinário. O individual resolveu o que o colectivo não conseguia.

“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. O provérbio assenta que nem uma luva no segundo golo. A Bélgica, sem jogar bem, continuava a ser a única equipa atrás do resultado e, num lance de grande inspiração de Kevin De Bruyne, chegou ao 2-0. O médio fez um passe de “trivela” para Romelu Lukaku e este, na grande área, fez golo de cabeça, decorria o minuto 69. Nesta altura, os belgas passaram a registar 13 remates, cinco enquadrados e abriram definitivamente a defesa contrária.

Romelu Lukaku fez o 3-0, aos 76 minutos, isolado após assistência de Eden Hazard, naquele que foi praticamente o “canto do cisne” da partida. Isto porque, a partir daqui, assistiu-se a uma reacção do Panamá, mas sem a qualidade suficiente para assustar Thibaut Courtois. No final, 62% de posse de bola para os europeus, 15 remates, seis deles enquadrados, contra sete tentativas contrárias, duas com boa direcção. O melhor em campo foi Eden Hazard, com um GoalPoint Rating de 8.3, graças a uma assistência em três passes para finalização, quatro remates e três dribles eficazes em sete.

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