O Sporting CP ganhou com estrondo no Estádio da Luz, por 3-0, em jogo da 8ª jornada da Liga NOS. Um triunfo baseado numa superior organização táctica e estratégia de Jorge Jesus que banalizou um Benfica inofensivo e que aparentava ter-se esquecido de mudar para a hora de Inverno e aparecer no jogo. Para a história a eficácia leonina e o fim de uma série benfiquista, que não perdia em casa há 55 jogos, desde Março de 2012, com o FC Porto.

Poucas ou nenhumas novidades nas duas equipas, à excepção, talvez, da inclusão de Raúl Jiménez na frente de ataque do Benfica, se levarmos em conta que o mexicano costuma ser usado na Liga dos Campeões e Kostas Mitroglou (que ficou no banco) é aposta regular na Liga portuguesa. De resto, duas equipas em 4x4x2, com o Benfica a querer mandar no jogo por actuar em casa, mas o Sporting tacticamente irrepreensível. E foi nos detalhes tácticos que o jogo se decidiu.

William Carvalho, Adrien e João Mário (este à direita, mas a fechar no meio) foram fundamentais para o anular completo do “miolo” benfiquista que, tirando os primeiros dez minutos, simplesmente não conseguiu dominar, controlar e evitar perdas de bola e transições ofensivas venenosas por parte dos “leões”.

“ÁGUIA” SEM MEIO-CAMPO

O Benfica teve cerca de 67% de posse de bola nos primeiros dez minutos, mais dois remates contra um do Sporting, mas esse foi o único ponto positivo para os da casa na primeira parte. Aos nove minutos, Téo Gutiérrez fez o 1-0, após erro defensivo da equipa da Luz – Júlio César incluído. A sorte protegeu os “leões”, é certo, mas a verdade é que os visitantes colocaram-se na frente ao primeiro remate. E a partir daqui o Benfica desapareceu.

Muitos esperavam que Nico Gaitán e Jonas pegassem no jogo para reagir, mas tal não aconteceu, por culpa da estratégia leonina. William Carvalho realizou uns primeiros 45 minutos portentosos a nível posicional, mesmo tendo feito apenas uma recuperação de bola e um desarme. Mas a sua presença entre a defesa e Adrien Silva praticamente anulou a manobra de Jonas. O Benfica tinha de procurar outros terrenos para desenvolver o seu jogo, pois João Mário (6) e Adrien Silva (2) recuperavam inúmeras bolas no meio e o primeiro ajudava também João Pereira na direita a apagar Gaitán.

Assim, sem espaços nem ideias, o Benfica começou a perder bolas em catadupa e o Sporting a lançar contra-ataques rápidos, com muito espaço perante a subida de Sílvio e Eliseu. As oportunidades surgiam com facilidade e os golos também – por Slimani, aos 21 minutos, e Bryan Ruiz, aos 36 -, pois no primeiro tempo, quatro dos remates dos homens de Alvalade (5 enquadrados) foram realizados na grande área benfiquista.

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