O SL Benfica cumpriu a sua obrigação e, com uma exibição suficiente, bateu o Boavista FC por 2-0, golos de Gonçalo Guedes e Carcela-González. Mas não foi propriamente um grande espectáculo de futebol.

Rui Vitória apostou em Sílvio na direita e recuperou Eliseu na esquerda, em comparação com a visita ao Tondela. No meio-campo, Samaris regressou ao “onze” (esteve castigado ante o Galatasaray) e Talisca actuou como distribuidor de jogo. Um esquema ofensivo para atacar um Boavista resguardado e curto.

MUITO ATAQUE, POUCA CALMA

O Benfica dominou por completo na primeira parte. Os 72,8% de posse são disso demonstrativo, e mais ainda a ausência de qualquer remate dos “axadrezados”. Ao invés, o Benfica fez oito disparos, três enquadrados, e 13 cruzamentos em bola corrida. Tanta capacidade ofensiva só deu golo aos 39 minutos – de Gonçalo Guedes, o seu terceiro na Liga, após a sétima assistência de Nico Gaitán – por dois motivos, em primeiro lugar pelo posicionamento boavisteiro, muito concentrado na zona central sem deixar Jonas fazer o seu jogo entre linhas e evitando os remates de longe de Talisca.

Sem espaços e, sobretudo, sem a calma e a paciência necessárias para penetrar na defensiva contrária colectivamente, o Benfica confiou nos lances individuais (de Gaitán e Guedes) e nos remates sempre que possível, mas em esforço e sem grande qualidade.

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