O Benfica rectificou o mau resultado obtido em Istambul e venceu o Galatasaray por 2-1 na Luz, uma vitória que não só coloca os “encarnados” perante um apuramento difícil de escapar como também em condições de disputar o primeiro lugar do grupo C. Uma vitória merecida mas que não chegou sem algum sofrimento.

Rui Vitória apostou no 4-4-2 habitual com duas alterações: Talisca assumiu a vaga de Samaris, ao lado de André Almeida, e Sílvio regressou ao lado direito da defesa, com Jiménez a merecer novamente a confiança na frente, perante a indisponibilidade de Mitroglou.

Os turcos voltaram a apresentar-se num 4-2-3-1, mas entregando a frente de ataque ao regressado Burak Yilmaz, com Sneijder, Podolski e Sarioglu no apoio aos contra-ataques visitantes.

ENTRAR FORTE E… AFROUXAR

O Benfica entrou claramente apostado em marcar cedo, com um Gaitán “artisticamente” endiabrado, mas não especialmente produtivo, a protagonizar de imediato um lance de encher o olho. Este é o típico jogo em que é possível perceber a diferença entre a “arte” e a produtividade, quando dissociadas: o argentino encantou mas apenas enquadrou um remate (em cinco), centrou duas vezes com eficácia (em 14) e realizou dois passes para ocasião (tantos quanto Guedes e uma menos que Jonas). Gaitán perdeu ainda 28 vezes a posse e acabou expulso de forma desnecessária, deixando o Benfica em dificuldades. E apesar disso, muitos adeptos terão saído encantados com os pormenores do extremo. É a emoção do futebol. Mas regressemos ao jogo.

À medida que o primeiro tempo ia decorrendo o Benfica não só ia perdendo gás como ia permitindo alguns pequenos sustos por parte do contra-ataque turco, apesar de nunca terem realmente importunado Júlio César nesta fase do jogo. A primeira parte terminava como se iniciou. Tudo em branco.

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