O SL Benfica aproximou-se do FC Porto e do Sporting na Liga NOS, estando agora a dois pontos dos “dragões”, que empataram 2-2 com o Moreirense FC na sexta-feira, e dos “leões”, que ficaram-se pelo nulo no Bessa. As “águias” dominaram um Paços de Ferreira que só a espaços conseguiu contrariar a força ofensiva benfiquista, que teve em Jonas, Gaitán e Gonçalo Guedes um tridente imparável. O 3-0 final é espelho do que aconteceu na partida, em especial mercê da boa segunda metade dos homens da casa.

Liga NOS 2015/16: Benfica vs Paços de Ferreira, Jornada 6 - Onzes
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Rui Vitória como que quis vincar uma posição no rescaldo da derrota com o FC Porto. Numa opção clara de valorizar aquilo que correu bem na primeira parte no Dragão, o treinador do Benfica apostou precisamente no mesmo “onze” da jornada anterior, com André Almeida a manter o lugar no meio-campo, ao lado de Andrea Samaris.

Obviamente este foi um jogo de pendor diferente, com o Benfica a cair de imediato em cima do seu adversário, através de um futebol de ataque continuado, rápidas mudanças de posicionamento dos jogadores de ataque, trocas de bola ao primeiro ou segundo toque, desmarcações e muitas oportunidades de golo. Porém nem tudo foram facilidades, como mostram os números do jogo, estes sim, estatísticas OPTA…

INTENSIDADE E AGRESSIVIDADE

O domínio “encarnado” foi total durante os primeiros 45 minutos, o que não significa que o controlo do jogo tenha sido completo. Apesar dos 75,2% de posse de bola do Benfica, dos 85,2% de eficácia de passe e da intensidade do seu jogo e agressividade nos duelos individuais (54,1% ganhos), a verdade é que os homens da casa nunca conseguiram evitar que o Paços de Ferreira se aproximasse com perigo da baliza de Júlio César, permitindo demasiados espaços para o contra-golpe. O Benfica fez nove remates, dois enquadrados, neste primeiro tempo, mas os visitantes fizeram cinco disparos, embora todos para fora.

Liga NOS 2015/16: Benfica vs Paços de Ferreira, Jornada 6 - 1 Tempo
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Nesta fase do jogo, Samaris esteve em destaque pelo acerto no passe, 94% em 35, mas Jonas fez a diferença pelo estupendo golo que apontou aos 34 minutos, com um remates de pé esquerdo em arco à entrada da área. Para além disso, fez ainda três passes para ocasião, fruto do posicionamento nas costas de Kostas Mitroglou, aquando de ataque continuado, entre as linhas contrários, e nas alas para ser o primeiro a receber a bola nos momentos de rápidas transições ofensivas.

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