O SL Benfica realizou o melhor jogo deste início de época, na recepção ao CF Os Belenenses, e ganhou de forma clara e sem contestação, por 6-0. Destaque total para a exibição de Jonas e para a incapacidade contrária para travar o ataque benfiquista, mas também para o regresso da eficácia de remate e concretização para as bandas da Luz.

GP onzes Benfica - Belenenses - Jornada 4 - 11 Setembro 2015

Rui Vitória surpreendeu com algumas alterações, mais concretamente duas. Sem Ola John, cedido ao Reading, Gonçalo Guedes foi o escolhido para ocupar a vaga de extremo do lado direito, num 4x4x2 clássico – e muito boa conta deu de si, com investidas que André Geraldes nunca consegui travar – Jonas também caiu muito do seu lado, libertando-se e complicando ainda mais a tarefa do lateral. A outra novidade foi a chamada de Anderson Talisca ao “onze”, no lugar de Pizzi.

E se este figurino antevia possíveis dificuldades “encarnadas” no meio-campo, muito por culpa da pouca apetência de Talisca para ajudar Samaris a defender, a verdade é que o 4x2x3x1 que Sá Pinto escolheu para o Belenenses acabou por ajudar os da casa. Os dois médios mais recuados, Rúben Pinto e Ricardo Dias, nunca pressionaram muito, o que facilitou a tarefa benfiquista no passe e na avalanche de ataque.

FOME DE GOLO “ENCARNADA”

E foi precisamente por aqui que passou o total domínio benfiquista. Os 87% de eficácia de passe dos “encarnados” – Gonçalo Guedes, com 94,7% foi o expoente máximo nos homens mais adiantados – é demonstrativo das facilidades benfiquistas no primeiro tempo. Ao invés, as “águias” pressionavam muito à frente, nunca deixando o adversário atacar – Carlos Martins foi a principal vítima dessa estratégia -, pelo que não espanta que o primeiro remate “azul” tenha acontecido apenas aos 35 minutos.

GP Intervalo Benfica - Belenenses - 11 Setembro 2015

As 16 faltas do Benfica, contra apenas sete do Belenenses, também foi sintoma da diferença de agressividade das duas formações na etapa inicial, o que permitiu aos campeões nacionais recuperar a bola cedo e rematar bastante à baliza. E desta vez com eficácia, o que ainda não tinha acontecido até ao momento na Liga NOS 2015/16, como demonstra o último Barómetro GoalPoint. Nesta fase, Jonas, com quatro remates, três enquadrados e dois golos, foi o incontestado homem do jogo. Mitroglou havia aberto o activo logo aos seis minutos, com um já típico remate de cabeça.

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