Benfica | Afinal Jonas é “mortal” ⚠

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Jonas salvou o Benfica da derrota à 20ª jornada, no Restelo, com um livre superiormente cobrado, sete minutos para lá dos 90. O brasileiro confirmava novamente, como se fosse necessário, a importância que vai tendo no evitar de uma época ainda mais titubeante para os “encarnados”, ao atingir um peso de 51% dos golos do Benfica na Liga NOS 2017/18 e uma influência total de 62%, se tivermos em conta as assistências que ofereceu.

[O golo com que Jonas garantiu o empate frente ao Belenenses]

Mas nem só de eventos “salvadores” se fez o desempenho de Jonas no Restelo. Até garantir o mal menor, o brasileiro falhou duas ocasiões flagrantes, uma delas uma grande penalidade, e caiu duas vezes em fora de jogo. E se isto lhe pode parecer, à primeira vista, um somatório normal para um qualquer avançado, garantimos-lhe que não o é quando se fala de Jonas. Senão vejamos:

  • O brasileiro nunca tinha falhado uma grande penalidade na Liga NOS até ao jogo de segunda-feira. Aliás o brasileiro nunca tinha falhado grandes penalidades pelo Benfica até esta época, sendo esta a segunda (a anterior sucedeu em jogo a contar para a Taça de Portugal, frente ao Rio Ave).

[O primeiro penálti perdido por Jonas na Liga NOS]

  • Jonas é alérgico ao fora de jogo. Prova disso é que apenas uma vez caiu mais do que duas vezes na “ratoeira”, na longínqua época de 2014/15 (frente ao Sporting, três foras-de-jogo). O registo de duas bandeiras levantadas apenas lhe aconteceu seis vezes até esta época, desde que chegou. Nesta temporada, na Liga, Jonas já somou o bis em três ocasiões, um total de 11 “offsides”, a uma média de 0,58 por 90 minutos, o seu registo mais elevado de sempre em Portugal.
  • O “letal” avançado também não é conhecido por desperdiçar situações cara a cara com o golo. Desta vez perdeu duas, a aumentar a conta de uma edição da Liga onde já leva dez perdidas flagrantes e na qual estabeleceu o seu recorde desde que chegou a Portugal: quatro, na visita a Moreira de Cónegos. Nunca, em dias de desperdício, perdeu Jonas mais do que duas ocasiões flagrantes, sendo que a sua média (0,53 perdidas a cada 90 minutos) está exactamente igual àquela com que terminou a sua primeira temporada (2014/15), ainda ao serviço de Jorge Jesus.

Que conclusões retira destes números?
Estará Jonas a dar os inevitáveis sinais de veterania ou apenas a sofrer as consequências das funções que Rui Vitória lhe solicita esta época?
Seja qual for a explicação uma coisa é certa, com mais ou menos fora-de-jogo, com mais ou menos ocasiões flagrantes perdidas, o brasileiro continua a ser, aos 33 anos, figura decisiva no destino dos “encarnados” nas partidas.

 

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