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O Benfica venceu o Belenenses com grande dificuldade no Estádio da Luz por 3-2. Na partida da Liga NOS que antecedia a visita ao Estádio do Dragão, para o “clássico” com o FC Porto, os “encarnados” somaram os três pontos, mas tiveram de sofrer e lidar com a reacção contrária, um pouco a repetição do que aconteceu em 2018/19, mas desta feita com desfecho mais positivo para os comandados de Bruno Lage. Carlos Vinícius e Adel Taarabt marcaram na primeira parte, Ferro fez autogolo antes de Chiquinho voltar a ampliar, e Licá, de penálti, fixou o resultado final. Isto num jogo em que o Belenenses, a equipa até ao momento com menos remates (8,9) e menos enquadrados (2,8) na Liga, terminou com mais remates que as “águias” e mais disparos na direcção à baliza.

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • Bom início de jogo por parte do Belenenses, a mostrar-se destemido no primeiro quarto-de-hora e a limitar o Benfica ao primeiro remate somente aos 12 minutos, um livre directo cobrado por Álex Grimaldo para defesa de André Moreira. Ainda assim os “encarnados” tiveram mais bola nesta fase, por volta de 54% de posse, com a curiosidade de ambas as formações terem já dois cantos cada.

  • A primeira oportunidade digna desse nome surgiu aos 20 minutos, com Vlachodimos a fazer uma grande defesa a livre directo cobrado com força por Silvestre Varela. Os “azuis” deixavam vários avisos à navegação. O Benfica respondeu por André Almeida, aos 24 minutos. O lateral recebeu a bola sem oposição na área, mas atirou por cima.

  • A primeira meia-hora da partida esteve longe de ser bem jogada, com o Belenenses a tapar bem os caminhos para a sua baliza. Teve de ser uma jogada de insistência, aos 31 minutos, a permitir ao Benfica desatar o “nó”. Franco Cervi cruzou, Carlos Vinícius cabeceou à barra, mas teve o discernimento de atacar logo a sobra, antes dos seus adversários, e rematar cruzado para o 1-0.
  • O golo inaugural surgiu quando a “águia” registava 61% de posse de bola e 85% de eficácia de passe, bem como seis remates, dois enquadrados, contra três disparos dos “azuis” (um com boa direcção). Nesta fase registavam-se já oito pontapés de canto, cinco para os homens da casa.

  • O ascendente benfiquista era notório e, aos 38 minutos, aconteceu o 2-0. Canto (mais um) da esquerda, André Almeida, ao segundo poste, amorteceu de cabeça para o coração da grande área e Adel Taarabt “fuzilou” autenticamente André Moreira, naquele que foi o primeiro golo do marroquino em jogos oficiais pelo Benfica.
  • Intervalo Vantagem “encarnada” na primeira parte, justificada sobretudo pela clara superioridade a partir sensivelmente do minuto 20, altura em que empurrou o Belenenses para a sua grande área e criou alguns lances de perigo. Primeiro foi Carlos Vinícius a marcar, num lance de insistência, com o segundo golo a surgir de um potente remate do melhor em campo ao intervalo, o marroquino Taarabt. O médio registava por esta altura um GoalPoint Rating de 7.4, fruto de um golo em dois remates, um passe de ruptura, dois dribles eficazes (ambos no último terço) e uma demonstração invejável de recursos técnicos e visão de jogo.

  • Mais uma vez o Belenenses reentrou melhor, mais acutilante no ataque, apesar de ter menos bola no primeiro quarto-de-hora (48%), com três remates contra um, mas sem disparos enquadrados deste o intervalo. Aos 57 minutos, Licá esteve mesmo perto do golo, mas a sua emenda ao segundo poste saiu ao lado.

  • Os “encarnados” não conseguiam sair do primeiro terço, com os visitantes a cortarem todas as tentativas de contra-ataque, pelo que se adivinhava mais o golo “azul” do que a ampliação da vantagem anfitriã.
  • E esse golo viria mesmo a acontecer, aos 70 minutos. Jogada rápida pelo lado esquerdo, cruzamento de Silvestre Varela e, quando Licá se aprestava para marcar, Ferro acabou por desviar para a própria baliza, relançando a partida.

  • Segunda parte difícil para as “águias”, que perderam o controlo do jogo e recordavam o que aconteceu na época passada, quando estiveram a vencer por 2-0 em casa contra este mesmo adversário e deixaram-se empatar, perdendo os únicos pontos da temporada sob o comando de Bruno Lage – curiosamente na jornada seguinte ao triunfo no Dragão, sendo que esta época este embate realiza-se na ronda imediatamente anterior.

  • Só que o Benfica acabaria por marcar de novo, 78 minutos. Chiquinho isolou-se a passe de Vinícius, ultrapassou André Moreira e atirou para o fundo da baliza, apenas ao segundo remate benfiquista no segundo tempo, primeiro com boa direcção. Um tento um pouco contra a corrente de jogo.
  • Reagiu o Belenenses, conquistando uma grande penalidade aos 85 minutos, por falta de Rafa Silva Sobre Varela, e Licá (87′), na conversão, reduziu para 3-2, ao nono remate dos “azuis” no segundo tempo, terceiro com boa direcção.

  • Este golo lançou minutos finais de grande incerteza até ao final, mas o Benfica conseguiu segurar a vantagem, garantindo que chega ao “clássico” do Dragão pelo menos com sete pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o FC Porto.

O melhor em campo GoalPoint👑

Grande jogo do marroquino do Benfica. Adel Taarabt foi o melhor em campo nesta sexta-feira, ele que regressou à titularidade após três jogos a começar no banco de suplentes, terminando o desafio com um GoalPoint Rating de 7.7. O médio estreou-se a marcar com a camisola benfiquista em jogos oficiais, registando ainda um passe de ruptura, dois dribles eficazes, oito recuperações de posse e três desarmes (máximo do jogo a par de Ferro). A sua apurada qualidade técnica permitiu-lhe terminar com apenas oito perdas de bola em 60 acções com o esférico.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Álex Grimaldo 6.5 – O espanhol foi o primeiro a rematar do lado do Benfica e a obrigar André Moreira a aplicar-se e isso diz bem da influência ofensiva do lateral. Ao todo registou três passes para finalização, nove passes progressivos eficazes e 82 acções com bola, o máximo da partida.
  • Carlos Vinícius 6.4 – A presença física de Vinícius foi fundamental para quebrar a resistência “azul” na primeira parte, tendo marcado o 1-0 num lance de insistência. O brasileiro fez ainda a assistência para o golo de Chiquinho e ganhou dois de três duelos aéreos ofensivos, e a sua nota não é mais elevada porque desperdiçou uma ocasião flagrante.
  • André Almeida 6.1 – Tapado para o jogo do Dragão, o lateral conseguiu não ver nenhum cartão amarelo, pelo que poderá disputar o “clássico”. Nesta partida, o lateral fez uma assistência – para o golo de Taarabt -, ganhou quatro de cinco duelos aéreos defensivos e os três ofensivos e registou dois desarmes.
  • Chiquinho 5.9 – O criativo benfiquista jogou somente 26 minutos, mas teve impacto positivo na partida, registando um golo, dois dribles eficazes em duas tentativas e 85% de eficácia de passe.
  • Odysseas Vlachodimos 5.8 – Os largos períodos de pressão do Belenenses obrigaram o guardião benfiquista a grande atenção e foi mesmo muito importante na partida, ao registar quatro defesas, algumas de elevado grau de dificuldade. Só não travou uma grande penalidade e um autogolo.
  • Licá 5.8 – O melhor do Belenenses foi Licá. O criativo fez um golo, de grande penalidade, enquadrou um de quatro remates e concluiu a única tentativa de drible. Pecou apenas na ocasião flagrante que desperdiçou.