Clique para ampliar
TotoRating Banner

P

oderá ter sido a redenção das águias? Após ter somado apenas dois triunfos, quatro desaires e outros tantos empates nas últimas dez jornadas da Liga NOS e de ter “deixado” o rival FC Porto fugir e assumir uma confortável liderança da prova, o Benfica venceu na noite deste sábado o Boavista por 3-1, numa partida relativa à 30.ª jornada, naquele que foi o primeiro triunfo caseiro após a retoma da Liga. Na estreia de Nélson Veríssimo, que ocupou, de forma interina, a vaga de Bruno Lage, André Almeida, Pizzi e Gabriel foram os marcadores de serviço. Dulanto reduziu a desvantagem dos axadrezados e voltou a deixar em evidências as fragilidades encarnadas nos lances de bola parada.

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • Sem Bruno Lage no leme, o antigo adjunto Nélson Veríssimo procedeu a três mudanças no onze “encarnada” se olharmos para a equipa que iniciou o duelo da última ronda na Madeira (2-0). Ferro, Samaris e Carlos Vinícius foram substituídos por Rúben Dias, Gabriel e Seferovic.
  • Do lado “axadrezado”, Ricardo Costa, Obiora e Dulanto ocuparam os lugares de Fabiano e Ackah e Lucas (lesionou-se no aquecimento), que tinham sido titulares no triunfo frente ao Santa Clara (1-0).
  • Foi dos visitantes, aos três minutos, o primeiro remate do encontro por intermédio de Paulinho, que viu Jardel cortar o lance para canto. O arranque do embate teve um maior domínio dos visitantes, que pressionavam alto os anfitriões, que não apresentavam argumentos para sair da teia urdida pelos “pupilos” de Daniel Ramos e não tinham na folha de registos nenhum ataque marcava o relógio 11 minutos. 
  • Porém, instantes depois, no minuto 13 que foi de sorte para os lisboetas, surgiu o golo inaugural que foi apontado por André Almeida no primeiro ataque e remate das águias. Gabriel, do meio-campo, basculou o jogo da esquerda para o lado contrário com um longo lançamento, Helton Leite saiu em falso da baliza, ofereceu a bola que não agarrou e o lateral-direito aproveitou o brinde e com um remate rasteiro apontou o seu quarto tento na prova.

  • Aos 19′, Gabriel “roubou” a bola a Paulinho à entrada da área contrária, assistiu Seferovic, que rematou forte e colocado, mas Helton Leite redimiu-se e fez uma grande defesa para canto. No ataque seguinte, Chiquinho tentou o 2-0, mas a defensiva “boavisteira” afastou o remate para canto. Weigl, na sequência de um canto, atirou com perigo.  
  • Após o golo, as “águias” ganharam confiança e conseguiram controlar a partida. Nesta fase, além da vantagem do marcador tinham mais remates – cinco (dois enquadrados) vs um -, mais cantos (três contra um) – e 63% da posse de bola contra 37% do Boavista.

  • Perto da meia-hora, aos 28′, Chiquinho desmarcou Seferovic, o suíço fugiu à marcação adversária, isolou-se, mas voltou a pecar na “Hora H” e não conseguiu dilatar a vantagem “benfiquista”. Realce para o mérito do guarda-redes do Boavista, que conseguiu defender com categoria. O mesmo Helton Leite voltou a brilhar dois minutos depois quando susteve uma bomba de Chiquinho. 
  • O cântaro, leia-se ataques do Benfica, tanto foi à fonte – baliza do Boavista – que não deixou asas, mas sim mais um golo. Gabriel municiou Pizzi, que ao segundo poste cabeceou e após ter deixado Marlon fora de acção, e concretizou um golo de fino recorte, que voltou a surpreender Helton Leite, ampliando a vantagem para 2-0. O camisola 21 apontou o 16.º golo na prova em 30 jornadas. Foi o oitavo remate da equipa da casa no encontro, sendo que metade foram enquadrados e dois resultaram em golo.

  • Com participação nos dois golos, 80% de eficácia nos 30 passes que fez e quatro cortes, Gabriel ia liderando a “redenção” dos anfitriões. A cinco minutos do intervalo, Dulanto ainda reduziu a desvantagem, mas o lance acabou por ser anulado por fora-de-jogo – bem assinalado – do defensor. Não obstante a decisão da equipa de arbitragem, o Benfica voltou a ser batido num lance de bola parada.
  • Ao minuto 42, Gabriel – quem mais poderia ser? – recebeu uma assistência de Pizzi – a 12.ª na competição – e com um remate de primeira, forte e colocado, à entrada da área, descobriu o caminho do golo e carimbou o 3-0. O médio chegou aos dois golos na Liga NOS, o primeiro foi apontado às panteras no triunfo da primeira volta no Bessa por 4-1. 

    • Intervalo O golo de André Almeida teve o condão de despertar a equipa do marasmo inicial que apresentou. A partir do minuto 13 tudo mudou. A equipa “pegou de estaca” comandou a partida, fruto de uma pressão alta e assertiva, que conseguiu galvanizar a equipa e disfarçar, em parte, as fraquezas que apresentou nos últimos meses. Ao descanso, a vantagem – construída graças aos golos de André Almeida, Pizzi e Gabriel – era justa e pecava apenas por escassa. Dos dez remates, seis foram enquadrados e metade redundaram em golo. Ao passo, que houve registo para apenas três tiros do Boavista, sendo que nenhum levou a direcção da baliza de Vlachodimos. Desde 30 de Novembro do ano passado, quando a equipa goleou o Marítimo (4-0), que as águias não marcavam três golos até ao intervalo de um encontro do campeonato. Gabriel foi o pensador, matador e MVP nesta etapa inicial: marcou no único remate que fez, teve ligação directa nos golos de André Almeida e Pizzi, dos 36 passes tentados, falhou sete (81% de eficácia), fez sete passes progressivos certos e apenas um dos seis longos que fez. Influente, realizou 53 acções com a bola, acertando ainda dois em três drible, sete recuperações de bola, quatro desarmes e duas intercepções. O médio teve um GoalPoint Rating de 8.5 .

  • No recomeço, aos 48 minutos, Pizzi desferiu um míssil e Helton Leite, com mais uma excelente intervenção, a quarta na partida, impediu o bis do camisola 21. As “águias” continuavam ligadas à corrente, organizadas, pressionantes, com uma circulação rápida e agressivas nos momentos de recuperação da bola, iam contabilizando diversos lances ofensivos. 

  • Exemplo da boa exibição da equipa, ao minuto 58, vários jogadores participaram e o lance apenas não terminou em festejos porque Helton Leite deu o “peito às balas” e voltou a levar a melhor no duelo particular com Seferovic.

  • Num livre convertido por Carraça aos 64′, Dulanto subiu à área e de primeira rematou com precisão e reduziu, com um golo de belo efeito, a desvantagem dos forasteiros para 3-1. Novamente, o Benfica voltou a “claudicar” em lances de bola parada, o 15.º esta época, em todas as competições. Foi, ainda, o quinto jogo consecutivo em que Vlachodimos e companhia consentiram um golo na prova. 
  • Numa excelente iniciativa, Chiquinho aproveitou o espaço concedido e rematou com o pé esquerdo, a bola levava a direcção da baliza, mas o guardião axadrezado voltou a gritar presente e com mais uma defesa – a sexta na noite deste sábado – negou o golo ao médio português. Na resposta, Sauer, aos 75′, em posição frontal atirou e “obrigou” Vlachodimos a fazer a segunda defesa no jogo.

  • Weigl recuperou a bola em zona alta, passou o “esférico” a Nuno Tavares, que com um cruzamento com as coordenadas certas, “assistiu” Carlos Vinícius. O cabeceamento forte do ponta-de-lança brasileiro apenas parou no fundo das redes axadrezadas. No entanto, o golo acabou por ser anulado já que o avançado estava em posição irregular por 36 centímetros. 

  • Depois de cinco duelos de rajada sem vencer – em todas as competições –, as águias voltaram a voar no Ninho da Luz e ficaram, de forma provisória, a três pontos – que são quatro dada a vantagem do FC Porto no confronto directo entre os dois emblemas – e a 12 do Sporting. Os dois rivais entram em acção domingo e segunda-feira, diante de Belenenses e Moreirense, respectivamente. 

O melhor em campo GoalPoint👑

Jogador com características únicas no plantel, Gabriel é uma espécie de seguro de saúde para a equipa. Sempre que está em boas condições físicas e consegue assumir as rédeas, o conjunto ganha outra dinâmica. A forma como se exibiu hoje, principalmente nos primeiros 46 minutos, é disso exemplo. O médio foi considerado o melhor elemento no terreno de jogo porque, além do golo que apontou, participou nos restantes dois marcados por André Almeida e Pizzi, acertou 12 passes progressivos, nove longos em 12 tentativas, dez recuperações de bola, cinco desarmes, três intercepções e três dribles com êxito em quatro tentativas. Uma exibição de mão cheia do camisola 8.GoalPoint Rating de 8.8 acaba por expressar tudo o que citámos acima. 

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Pizzi 7.9 – Dois remates enquadrados, um golo, uma assistência, quatro cruzamentos, quatro passes longos, dois progressivos e cinco recuperações de bola. Boa exibição do médio luso, que ainda teve energia para auxiliar os colegas nas missões defensivas. 
  • Chiquinho 7.4 – Voltou a justificar a aposta a segunda presença consecutiva no onze inicial. Dinâmico, com imaginação e altruísta, “tapou” uma das lacunas da equipa, que é a ligação entre os médios defensivos e os atacantes no espaço entre-linhas. Realçámos, ainda, os três remates que efectuou, dois passes para finalização e a eficácia de 89% nos 37 passes que fez.
  • André Almeida 6.4 – Abriu o caminho para o triunfo com um golo pleno de eficácia e oportunismo. Exibição segura e positiva. 
  • Dulanto 6.3 – O melhor elemento dos axadrezados no Estádio da Luz. Marcou o “tento” do consolo, fazendo ainda dois desarmes e quatro intercepções.
  • Helton Leite 6.1 – A “fífia” no lance do primeiro golo acaba por “penalizar” o guarda-redes brasileiro que, ao longo dos 96 minutos de jogo, foi acumulando intervenções cruciais (seis defesas, cinco a remates na área) que evitaram um marcador ainda mais vincado.
  • Nuno Tavares 6.0 – Gizou uma ocasião flagrante de golo, dois passes certos para golo, seis cruzamentos – a marca da casa -, seis passes longos e quatro progressivos correctos. Teve o máximo de acções com a bola no encontro: 99.