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O Benfica não ganhou para o susto esta terça-feira, mas conseguiu vencer o Famalicão por 3-2 e está em vantagem nesta meia-final da Taça de Portugal. Num jogo de loucos, uma segunda parte imprópria para cardíacos, com cinco golos e diversas ocasiões de perigo. Pizzi, da marca dos 11 metros, inaugurou a contenda, Pedro Gonçalves e Toni Martínez deram a volta ao marcador, mas Rafa Silva e Gabriel, este com um cabeceamento que valeu “ouro”, fecharam as contas deste encontro que foi um hino ao futebol espectáculo.

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • Não houve revolução nas equipas que iniciaram o encontro. Do lado benfiquista, Jardel, Gabriel, Chiquinho e Seferovic foram chamados para as vagas de Ferro, Weigl, Rafa e Carlos Vinícius, respectivamente, olhando para o triunfo da última jornada da Liga NOS frente ao Belenenses (3-2).
  • Nas hostes do “Fama”, e tendo em conta o empate em Vila do Conde por 2-2, saíram da equipa Lionn, Roderick Miranda, Álex Centelles e Rúben Lameiras e entraram Ivo Pinto, Patrick William, Racine Coly e Diogo Gonçalves.
  • Não obstante o primeiro remate ter ocorrido apenas aos nove minutos, quando Chiquinho, assistido por Pizzi, desperdiçou soberana ocasião para inaugurar o marcador, o duelo começou animado. As duas equipas pressionavam o portador e cada bola era jogada como se valesse ouro.

  • Neste período, o Benfica tinha 61% da posse de bola e uma eficácia de passe de 87%, num total de 86 entregas. Por sua vez, o Famalicão contava com 39% de posse de bola, 65 passes trocados e uma eficácia de 79%.
  • Aos 18 minutos, Diogo Gonçalves cruzou com precisão e Pedro Gonçalves, sem marcação ao segundo poste, rematou ao lado quando tinha tudo para marcar. O primeiro remate dos visitantes foi venenoso e por pouco não silenciou o palco da Luz.
  • Na resposta, Pizzi, após combinação com Chiquinho, cruzou e por escassos centímetros Seferovic não conseguiu empurrar para o fundo da baliza adversária. Aos 28 minutos, dos quatro remates – três dos “encarnados” e um dos famalicenses -, nenhum tinha sido enquadrado à baliza.

  • Intervalo A primeira metade do encontro foi animada e equilibrada. O Benfica começou melhor, com mais iniciativa e posse de bola, mas paulatinamente o Famalicão conseguiu ludibriar a primeira zona de pressão dos “anfitriões” e foi ganhando confiança, chegando a desperdiçar a ocasião mais clara aos 18 minutos através de Pedro Gonçalves. No final destes primeiros 45 minutos, com um GoalPoint Rating de 6.0, o lateral-esquerdo Racine Coly era o melhor elemento no terreno de jogo, com sete passes longos certos em sete tentativas, 51 acções com a bola, 100% de eficácia nos dois dribles tentados, cinco recuperações de bola, dois desarmes e três intercepções.

  • Moralizados, os visitantes entraram melhor na segunda parte, com dois avisos em remates de Fábio Martins, mas pertenceu ao emblema lisboeta o golo inaugural. Num lance orquestrado por Taarabt, a bola passou, ainda, pelos pés de Chiquinho, Seferovic centrou e Riccieli travou a bola com um dos braços e foi assinalada grande penalidade. Da marca dos 11 metros, Pizzi não desperdiçou a oportunidade a apontou o 1-0. Em cinco jogos, foi o quarto golo do camisola 21 nesta edição da Taça de Portugal.

  • Quando o Benfica dominava e apertava em busca do 2-0, um contra-ataque letal do Famalicão empatou o duelo com direito a nota artística. Pedro Gonçalves deu a melhor sequência ao passe açucarado de Diogo Gonçalves e bateu Vlachodimos, naquele que foi o primeiro remate enquadrado dos forasteiros, que precisaram de oito tentativas para marcar.

  • Em mais um lance bem gizado, marcava o relógio 73 minutos, o “Fama” deu a volta ao marcador. Pedro Gonçalves galgou vários metros sem oposição e, com uma passe acertado, descobriu Toni Martínez, que atirou forte e colocado e silenciou a Luz.
  • Saiu do banco o golo do empate. Os suplentes Carlos Vinícius e Rafa, que tinham entrado aos 67 minutos para as vagas de Chiquinho e Cervi, construíram o lance. O avançado rematou, Vaná defendeu de forma incompleta e, na recarga, o extremo português empurrou para o 2-2 aos 78 minutos. Grande jogo na noite desta terça-feira no Estádio da Luz.
  • Na resposta, da marca dos 11 metros, Pedro Gonçalves por muito pouco não bisou, valeram às águias os reflexos de Vlachodimos. Neste período, o Benfica tinha 11 remates e o Famalicão 12.

  • No último suspiro, mais uma “remontada” no marcador. Já em período de compensação, Grimaldo cobrou o canto e Gabriel, o pensador, cabeceou de forma mortífera e assegurou a vantagem “encarnada” para o embate da segunda mão destas meias-finais da Taça de Portugal. No próximo dia 11, o espectáculo irá prosseguir…

O melhor em campo GoalPoint👑

Herói da noite, com um golo no último lance da partida, Gabriel finalizou o duelo com um GoalPoint Rating de 7.3, uma eficácia de 100% nos remates – uma tentativa e um golo -, dez passes progressivos certos, nove passes longos em 12 tentativas, 88 acções com a bola, quatro tentativas de dribles eficazes em outras tantas ocasiões e cinco faltas sofridas. E assim se explica e detalha a exibição do melhor elemento dentro das quatro linhas. Como nota menos positiva, o facto de tentar sempre adornar os lances, acabando por complicar acções que poderiam ser mais simples e eficazes.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Pedro Gonçalves 7.0 – Que jogaço. Fez o que quis da defensiva “encarnada”. Toques de classe, visão de jogo periférica e alguns rasgos de génio: três remates, um golo – expected goals (xG) de 0,9 -, uma assistência, quatro passes progressivos certos, quatro tentativas de drible feitas com total êxito e 11 recuperações de bola.
  • Grimaldo 7.0 – Apontou o canto que redundou no golo salvador de Gabriel. Além da assistência, conseguiu dez recuperações de bola e nove desarmes.
  • Vaná 7.0 – Seguro, não teve culpa em nenhum dos três golos sofridos e ainda conseguiu quatro defesas – três em remates dentro da área.
  • Pizzi 6.4 – Um golo, o quarto na competição – xG de 1,1 -, quatro remates, três dos quais enquadrados, duas oportunidades de golo flagrantes criadas e 66 acções com a bola. Estes os números do influente médio benfiquista.
  • Rafa Silva 6.3 – Precisou de apenas 25 minutos em cena para fazer estragos. Marcou, no único remate que fez, conseguiu dois passes progressivos e três recuperações de bola.
  • Diogo Gonçalves 6.0 – De regresso a uma casa que tão bem conhece, o extremo foi um tormento para a defensiva “encarnada” e formou com Pedro Gonçalves uma dupla endiabrada, que esteve constantemente ligada à corrente. Dos números do internacional Sub-21 português, realçamos uma assistência, duas ocasiões flagrantes criadas e três dribles, em quatro ocasiões, feitos com êxito.