OBenfica fez o que lhe competia e bateu o Feirense por 4-0, no Estádio da Luz, mantendo-se isolado no topo da tabela classificativa. Ao intervalo, as “águias” venciam apenas por 1-0, mas uma segunda parte de grande nível resultou em mais três golos, que conferem aos encarnados o estatuto de melhor ataque da prova.

Natal antecipado na Luz

Foi um início de jogo de loucos: aos 10 minutos, o Benfica já levava cinco remates (nenhum deles enquadrado), e o Feirense, um. As águias, que até tinham entrado algo adormecidas em campo, foram crescendo com o passar dos minutos, tendo uma percentagem de posse de bola na ordem dos 70% à entrada do quarto de hora.

O primeiro remate enquadrado do Benfica acabaria por chegar aos 18 minutos, quando Salvio obrigou Peçanha a uma defesa de grande nível para evitar males maiores para os visitantes.

Aos 30 minutos, o domínio dos encarnados era claro: dez remates, contra apenas um do Feirense, 207 passes contra 83, uma eficácia de passe 23 pontos percentuais superior e ainda uma posse de bola de 72%. Cheirava a golo na Luz, e este viria acontecer apenas minutos depois, embora com a preciosa colaboração do defesa Luís Aurélio, que colocou a bola no fundo da sua própria baliza com um corte desastrado, dando aos adeptos da casa uma verdadeira prenda de Natal.

Pela sua influência no ataque encarnado, Salvio e Grimaldo eram os jogadores que se destacavam ao intervalo, ambos com GoalPoint Ratings de 6.1. O extremo argentino somava três remates, um deles enquadrado, um passe para ocasião e ainda uma eficácia de passe de 95%, enquanto o lateral espanhol levava um cruzamento eficaz e dois passes para ocasião.

Rolo compressor entra em acção

As “águias” entraram na segunda parte igualmente determinadas, rematando mais e melhor do que o adversário e continuando a dominar a posse de bola. O segundo golo acabaria por cair novamente do céu, numa jogada de insistência de Salvio, que desviou a bola para o fundo da baliza ao tentar opor-se a um corte de Ícaro.

Minutos depois, Cervi, acabado de entrar para o lugar de Carrillo, fez esquecer a sua pequena estatura ao aparecer no meio da grande área, entre os centrais do Feirense, e cabecear para o fundo da baliza. Era um duro golpe nos visitantes, que, aos 86 minutos, fariam o seu primeiro (e único) remate enquadrado da partida, que só não deu em golo porque Ederson defendeu por instinto o remate de Karamanos.

Prestes a terminar o desafio, Grimaldo colocou Peçanha à prova com uma “bomba” de fora da área. E se o guarda-redes do Feirense foi capaz de defender o remate do lateral, nada pôde fazer para travar o livre do espanhol, ao soar do apito.

Apesar dos dois golos fortuitos, a vitória expressiva do Benfica é incontestável: os “encarnados” fizeram 23 remates ao todo (seis deles enquadrados), 670 passes (contra 239 do adversário) e conseguiram bons números de eficácia de passe e posse de bola – 87% e 74%, respectivamente.

O Benfica estabeleceu também um novo máximo de posse de bola nesta edição da Liga NOS: 73,6% (o anterior máximo também já era detido pelas “águias”, 72,7% na visita a Chaves).

Uma viagem no tempo

Eduardo Salvio fez uma exibição como há muito não se via da sua parte. Apontou um golo, somou seis remates (dois deles enquadrados), fez dois passes para ocasião e esteve envolvido em 17 duelos. Números que, somados, lhe conferem um GoalPoint Ratings de 8.5 e que fazem os adeptos benfiquistas sonhar com o Salvio de outros tempos.

Pese embora a derrota expressiva, o destaque no Feirense vai para um defesa, Vítor Bruno, com 5.6, fruto de 12 acções defensivas e ainda uma percentagem de duelos ganhos de 82%.

Outros números:

  • Grimaldo 8.2 – Também não lhe assentava mal o prémio de MVP. Fez 4 remates, todos eles de fora da área, criou duas ocasiões de golo e ainda somou 5 acções defensivas. Para ajudar à festa, era o nosso capitão na LIGA RECORD.
  • Nélson Semedo 6.7 – Mais uma vez arrancou muitas faltas (3), todas nas imediações da grande área. Para além disso foi o jogador com mais recuperações de bola (9).
  • Pizzi 6.3 – Actuou no lugar de André Horta e o seu rendimento foi alto como de costume. Somou um total de 126 toques na bola, novo máximo da Liga NOS 16/17 e 4 deles criaram ocasiões de golo.
  • Carrillo 5.0 – A nota é positiva pelo trabalho… defensivo (4 desarmes). A atacar não rematou, não completou nenhum drible nem cruzamento, e criou apenas uma ocasião de remate.
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