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O Benfica somou os primeiros três pontos na Liga dos Campeões 19/20, ao bater o Lyon por 2-1 em casa. Os “encarnados” entraram a vencer bem cedo, ameaçaram sucumbir à reacção visitante, mas, a cinco minutos dos 90, Anthony Lopes enviou uma prenda que Pizzi não desperdiçou, numa altura em que boa parte das bancadas temia pelo empate.

O jogo explicado em números 📊

  • Apesar da ameaça francesa logo a partir do pontapé de saída, o Benfica foi lesto a chegar ao golo, por intermédio de Rafa, aos quatro minutos, com assistência de Cervi. Os “encarnados” não podiam ter sonhado com melhor arranque.
  • A alegria de Rafa seria sol de pouca dura. O extremo sairia aos 20 minutos por lesão, dando lugar a Pizzi, numa altura em que reclamava não só o golo como também dois dos três remates do Benfica.

  • Findos os primeiros 30 minutos já era possível perceber que o Benfica, mesmo sem criar muito perigo após o golo, “carburava” sobretudo pelo corredor de Cervi e Grimaldo, com 44% do jogo “encarnado” a ser canalizado pelo flanco esquerdo.
  • O intervalo aproximava-se, com mais bola para os franceses (57%) e com um único remate enquadrado à baliza: o do golo de Rafa. Alguma luta (quatro amarelos, três para o Lyon), mas pouca emoção na Luz em cima do intervalo.

  • Intervalo O Benfica atingia o descanso premiado pela eficácia madrugadora, num jogo com equilíbrio no total de remates e (natural) maior posse para os franceses, em desvantagem desde os quatro minutos. O melhor ao intervalo era ainda Rafa. Apesar de só ter somado nove acções com bola em menos de 20 minutos, o avançado não só marcou o golo como mostrou eficácia quase total, abandonando o relvado com apenas uma perda de posse e um rating de 6.5. No seu encalço surgia Cervi 6.1, único jogador em campo com mais de um passe para finalização (dois, um deles a assistência).

  • Os primeiros 15 minutos do segundo tempo acentuaram a tendência de maior posse francesa (62% na retoma), mas com pobreza ainda mais acentuada no capítulo do remate: apenas um (e desenquadrado) para os franceses. Por esta altura, Seferovic seria rendido por Carlos Vinicius.

  • O Lyon assustava a Luz aos 63 minutos, enviando uma bola aos ferros da baliza de Odysseas, com a colaboração involuntária de… Ferro. O Benfica permanecia sem remates no segundo tempo.

  • Aos 70 minutos chegaria o golo temido pelas bancadas: Dubois cruzou e Depay desviou para o fundo das redes. O Lyon respondia na mesma moeda, marcando no primeiro remate enquadrado que conseguiu em todo o jogo, na quarta tentativa (sem resposta “encarnada”) da segunda parte.
  • Aos 85 minutos chegaria o “milagre”, esse sim inesperado. Na sequência da ameaça de Pizzi ao poste, no único remate benfiquista até então desde o descanso, o guardião português Anthony Lopes falhou a reposição de bola e o brigantino não perdoou, rematando para a baliza deserta e levando a Luz à loucura, numa altura em que o empate até começava a parecer o resultado menos mau.

  • O Lyon tentaria ainda o forcing final, mas a primeira vitória europeia da época já não fugiria ao Benfica, deixando a “águia” a apenas um ponto de Zenit e Lyon e a três do Leipzig.

O melhor em campo GoalPoint👑

Memphis Depay terminou como o melhor jogador em campo, com um GoalPoint Rating de 7.5 que acaba por quantificar a ameaça que foi constituindo para a baliza “encarnada”, sobretudo na segunda parte. O holandês terminou com dois remates, um deles para golo, quatro passes para finalização (máximo no jogo) e três dribles eficazes em quatro tentativas, sendo ainda o mais castigado (seis faltas sofridas). Entre os “encarnados”, e pese o golo decisivo assinado pelo seu substituto (Pizzi), Rafa terminou ainda assim na liderança – 6.5 – dos ratings benfiquistas.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Pizzi 6.3 – Rendeu bem cedo o homem que inaugurou o marcador e acabaria por ser tão importante quanto ele. Rematou apenas duas vezes e ambas no mesmo minuto, uma ao poste e outra para o golo da vitória.
  • Cervi 6.0 – Muitos não o esperariam no “onze”, assim como muitos assobiaram a sua substituição, prova do bom jogo que fez (apenas o segundo a titular esta época), a atacar e a defender. Para lá da assistência para o primeiro golo, somou dois passes para finalização e seis acções defensivas, nos 74 minutos em que esteve em campo.
  • Denayer 6.3 – Seferovic não teve uma noite feliz e boa parte da culpa será do central, o segundo melhor rating no Lyon. O belga foi o jogador visitante com mais bola (103 acções com o esférico), manteve uma eficácia de passe de 92% e terminou como o jogador com mais recuperações de posse (a par de Gabriel), com dez.
  • Seferovic 4.5 – O suíço voltou a “queimar as batatas fritas”, mostrando-se muito longe da forma exibida na época passada. Haris somou apenas dois remates em 57 minutos, ambos desenquadrados, perdendo a posse em nove das 21 acções com bola que somou enquanto esteve em campo.