Em Dia de Reis, que marca o fim das Festas, o SL Benfica mostrou que o apetite da quadra não abrandou, e igualou a sua mais dilatada goleada da época. Frente ao CS Marítimo, a “águias” golearam por 6-0, o mesmo resultado que havia alcançado em casa frente ao Belenenses. Pizzi e Jonas bisaram, Raúl Jiménez e Talisca também marcaram numa noite em que a eficácia foi a palavra de ordem, mas na qual os insulares nunca foram um adversário à altura dos campeões nacionais. Pelo caminho a formação de Rui Vitória apanhou o FC Porto na classificação.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 16 - Benfica vs Marítimo
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O jogo começou com uma toada morna, apesar do domínio claro do Benfica  – e com azar para o Marítimo, que perdeu Salin logo no arranque, entrando José Sá para o seu lugar. Porém, a forma estática como as pedras benfiquistas abordavam os lances de ataque, sem darem linhas de passe ao portador da bola, complicou a penetração na defensiva maritimista e esvaziou o “miolo”os homens da casa. Até à meia-hora as duas formações dividiam o número de ocasiões claras (uma cada), mas aos 29 minutos o golo apareceu e teve o condão de destruir animicamente os madeirenses. Pizzi (29′ e 34′) fez os dois primeiros, Raúl Jiménez, no minuto seguinte, fez o 3-0 com que se chegou ao intervalo. Já aqui o Benfica mostrava números reveladores de eficácia: sete remates, cinco enquadrados, 66% de posse de bola e muita tranquilidade. Parecia que era mudar aos três e acabar aos seis. E não é que foi mesmo?

O segundo tempo começou praticamente com dois golos de penalty, aos 51 e 54 minutos, ambos convertidos por Jonas, que chegou assim aos 15 golos na Liga NOS. Aos 68 minutos, Anderson Talisca entrou e, no minuto seguinte, fez o 6-0 com um típico remate de longe. Pode-se dizer que terminou em 6-0, mas poderiam ter entrado mais golos, não fosse a cerimónia benfiquista ao longo da partida. Quatorze remates do Benfica contra sete do Marítimo até nem parecem traduzir esta diferença no marcador, mas os 9-1 em disparos enquadrados fazem toda a diferença.

Nota para um dado curioso. Até esta jornada, o Benfica realizava 13,1 passes para ocasião por jogo. Esta quarta-feira fez apenas quatro. Mas marcou seis golos.

Pizzi, garantia de trabalho

Num jogo em que dois nomes bisaram, naturalmente quem não o fez de penalty ganae vantagem. Por isso mesmo – bom e por diversos outros motivos -, Pizzi foi o melhor em campo com base no GoalPoint Ratings, ao somar 7.4. O internacional português fez os dois golos nos únicos remates que efectuou, e somou ainda uma assistência e dois passes para ocasião. Recuperou três vezes a bola e teve 81% de passes certos. Voltou a ser decisivo para as “águias”, mas não foi o único a brilhar.

André Almeida, que tem andado relativamente apagado, somou 7.2 no GoalPoint Ratings, e para tal muito contribuiu a facilidade com que ganhou duelos individuais. Nos 15 em que entrou venceu… 14!

O melhor do Marítimo acabou por ser José Sá, muito por culpa do muito trabalho a que foi obrigado fruto dos muitos remates enquadrados do Benfica. Ainda assim, 5.6 no GoalPoint Ratings, mercê de três defesas, é um número modesto.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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