Benfica 🆚 Nacional | “Velho” Jonas torna tudo fácil

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O Benfica cumpriu em casa ante o aflito Nacional da Madeira e venceu por 3-0, bis de Jonas e um de Mitroglou, num jogo em que nem precisou de acelerar muito e no qual a liderança no marcador nunca chegou a estar em causa. Deu até para fazer descansar Pizzi e lançar o reforço Filipe Augusto. Com este desfecho, as “águias” regressaram ao primeiro lugar.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Como se esperava, Benfica dominador nos primeiros dez minutos, com 74% de posse de bola. Mas perante um Nacional muito recuado, a equipa da casa não conseguiu qualquer remate nestes primeiros momentos. Aliás, o primeiro disparo apenas surgiu aos 14 minutos, por Jonas, e por cima.
  • O Benfica estava a sentir muitas dificuldades de penetração e, aos 25 minutos, tinha apenas dois passes para ocasião (Nacional um), mas aos 26 marcou mesmo. Zivkovic cruzou da direita e Jonas, de cabeça, fez o 1-0, ao quarto remate, terceiro enquadrado. O “Pistolas” facturou ao terceiro disparo, segundo à baliza, e nesta altura tinha ganho seis de nove duelos disputados.

  • Jonas bisou aos 35 minutos, sem que o Benfica colocasse muita pressão no jogo – remate colocado de pé esquerdo sem hipóteses para Facchini. Demonstrativo das facilidades do Benfica o facto de, apesar das poucas ocasiões criadas, as “águias” somarem 89% de passes certos por volta dos 40 minutos, contra os 63% do Nacional, e os 71% de posse de bola.

  • Intervalo Primeira parte tranquila para o Benfica, que não precisou de carregar muito no acelerador – nem mostrou ser capaz de o fazer – para ganhar uma vantagem de dois golos, com 74% de posse de bola, 88% de passes certos, sete remates, cinco deles enquadrados. A figura era Jonas, com um GoalPoint Rating de 8.4, graças aos seus dois golos, em quatro remates. Destaque também para Zivkovic 7.0, autor de uma assistência, quatro passes para ocasião e dois cruzamentos eficazes em três.

  • Boa reentrada do Benfica, com 70% de posse nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, bons lances de envolvimento, apesar de apenas um remate. Um disparo de cabeça de Mitroglou, aos 69 minutos, para defesa de Facchini foi o lance mais perigoso até meio da etapa complementar. Enquanto isso, o Nacional continuava sem qualquer remate após o descanso.
  • Pizzi era, por esta altura, o terceiro melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 6.7, e mas a sua evidente falta de frescura reflectia-se no único passe para ocasião que registava aos 70 minutos, algo pouco habitual no médio. Porém, registava 88% de passes certos e já havia chegado aos 100 toques na bola – viria a sair aos 78 minutos com 106.

  • O jogo dava para lançar o reforço de Inverno, Filipe Augusto, precisamente para o lugar de Pizzi, e aos 81 minutos o recém-entrado Rafa assistiu Mitroglou para o 3-0, ao seu terceiro remate, segundo enquadrado. O Benfica continuava com boa eficácia no remate, ao chegar ao décimo, com sete enquadrados.

O Homem do Jogo 👑

Só podia dar Jonas. O avançado brasileiro fez dois golos quando a equipa benfiquista estava a sentir muitas dificuldades para desmontar o “autocarro” insular. Marcou de cabeça e de pé esquerdo e esteve muito activo, com um total de quatro remates, três deles enquadrados, e 80% de passes certos, um número bem razoável para um avançado. Terminou com um assinalável GoalPoint Rating de 8.6.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Zivkovic 8.3 – O único que mostrou capacidade para ameaçar o rating do “Pistolas”. O sérvio não fez qualquer remate, mas acabou com uma assistência, cinco passes para ocasião – quatro deles em bola corrida -, e acertou dois de cinco cruzamentos. Colocou ainda a bola na grande área contrária por 15 vezes, o máximo destacado – Pizzi conseguiu oito.
  • Pizzi 6.6 – Por falar em Pizzi…O médio recuperou de fadiga muscular, mas o cansaço do transmontano é visível em cada acção no jogo. Fez apenas um passe para ocasião, vector em que é especialista, mas conseguiu pautar melhor o jogo, com 88% de passes certos, sete deles longos (em nove). Tocou 106 vezes na bola, uma vez menos que Fejsa, que, no entanto, completou os 90 minutos.
  • Fejsa 6.8 – Por falar em Fejsa… Para além de ter somado o maior número de toques no jogo, acertou 93% dos passes, recuperou a bola 13 vezes e realizou quatro intercepções. Um pêndulo.
  • Facchini 6.1 – No deserto de ideias que foi o Nacional, o guardião acabou por salvar a honra da equipa. Fez cinco defesas, quatro delas dentro da grande área, e não fosse a sua exibição e os números da partida teriam sido outros.
  • Filipe Augusto 4.9 – Substituiu Pizzi aos 78 minutos e teve pouco tempo para mostrar serviço. O médio que acabou de chegar à Luz acertou, no entanto, todos os 16 passes que realizou, dois deles longos, e tocou 19 vezes na bola.

Resumo💻

Pedro Tudela
Pedro Tudela
Profissional freelancer com 19 anos de carreira no jornalismo desportivo, colaborou, entre outros media nacionais, com A Bola e o UEFA.com.
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