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O Benfica alcançou nova vitória folgada para o campeonato ao bater por 3-0, em casa, o Paços de Ferreira, numa partida em que Gonçalo Guedes brilhou mais alto, rubricando uma das suas melhores exibições de sempre, senão a melhor.

Festival de remates

A partida começou com uma série de avisos de parte a parte, com ambas as equipas empenhadas em jogar bom futebol. Aos 10 minutos, já se contabilizavam seis remates ao todo, com um ligeiro ascendente do Benfica, que apresentava uma eficácia de passe e uma posse de bola na ordem dos 75%, números naturalmente (bem) superiores aos pacenses.

A pressão exercida pelos encarnados era simplesmente sufocante, acabando por resultar no golo de Gonçalo Guedes aos 26 minutos, uma autêntica bomba do avançado português após bom entendimento entre Mitroglou e Cervi. Foi só perto do final da primeira parte que o Paços de Ferreira conseguiu levar verdadeiro perigo junto da baliza de Ederson, numa jogada em que Ivo Rodrigues não conseguiu aproveitar uma defesa incompleta do guardião encarnado.

O domínio do Benfica ao intervalo era claro: 18 remates (quatro deles enquadrados) contra quatro dos “castores” (dois deles enquadrados), que apresentavam grandes dificuldades em sair para o ataque. Com uma posse de bola de apenas 27% na primeira parte, o Paços de Ferreira acabou por recorrer muitas vezes a faltas para travar o adversário, cometendo dez ao todo, cinco vezes mais do que as “águias”.

Quanto a notas individuais, era notória a grande prestação de Gonçalo Guedes, o jogador mais irreverente dentro de campo. A somar ao golo apontado o avançado era ainda o jogador mais rematador em campo (cinco disparos ao todo, dois deles enquadrados), somando a isso dois passes para ocasião. Tudo isto e mais alguma coisa ia-lhe rendendo um GoalPoint Rating de 7.8. Na equipa pacense, era Rafael Defendi quem brilhava, com 6.3, com quatro defesas em 45 minutos.

Um só sentido

A segunda parte arrancou logo com um remate de Pedrinho a rasar o poste da baliza de Ederson. Soava o alarme na Luz, precipitado, uma vez que os pacenses acabariam por não efectuar qualquer remate enquadrado na segunda metade.

O Benfica chegou ao 2-0 pouco depois da hora de jogo, num remate de Salvio a passe de Eliseu, que entrou para o lugar de Grimaldo no “onze” inicial do Benfica. O golo acabou por trazer alguma tranquilidade aos benfiquistas, matando as aspirações do Paços, que até via a sua posse de bola e a sua eficácia de passe aumentar de forma gradual.

O resultado final foi fixado já ao cair do pano, numa jogada individual de Pizzi, que aproveitou um sem-fim de facilidades na grande área pacense para rematar para o fundo da baliza. Os três golos de diferença acabaram por premiar o ascendente estatístico demonstrado pelo Benfica, que rematou muito mais (26-8), teve mais posse de bola (66%) e maior cuidado com a dita (eficácia de passe de 86% contra 73% do adversário).

Guedes foi pau para toda a obra 

Foi uma exibição simplesmente excepcional do avançado Gonçalo Guedes, que liderou os GoalPoint Ratings no final do desafio, com um redondo 9.0. O jovem português rematou muito (seis vezes ao todo, duas delas enquadrado), fez três passes para ocasião e ainda três cruzamentos eficazes. Números que justificam a sua titularidade e que certamente não escaparão ao seleccionador nacional, Fernando Santos.

Logo abaixo, com 7.8, surge Pizzi, que viu mais uma grande exibição coroada com um golo. O médio encarnado foi o jogador da sua equipa que mais passes e toques na bola fez, e foi o autor de dois passes para ocasião. De salientar que teve ainda tempo para ajudar nas tarefas defensivas, protagonizando quatro desarmes.

Outros números:

  • Salvio 7.1 – Boa exibição do argentino, que foi quem mais rematou do Benfica. Fez ainda um passe para ocasião e contabilizou uma eficácia de passe de 93%.
  • Defendi 6.6 – Fez jus ao nome. Efectuou cinco defesas ao todo, pelo que os adeptos pacenses não podem ter razões de queixa dele.
  • Miguel Vieira 6.2 – Exibição esforçada do defesa pacense, que ganhou 75% dos seus duelos e totalizou 16 acções defensivas.
  • Eliseu 6.1 – Rendeu Grimaldo no onze e esteve à altura da tarefa. Fez quatro desarmes e uma assistência, embora tenha pecado na hora de cruzar.
  • Welthon 3.9 – Não rematou nenhuma vez, foi desarmado em sete ocasiões e fez maus passes em outras tantas. Noite para esquecer do avançado brasileiro.