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Os defensores de uma maior aceitação dos erros de arbitragem costumam afirmar, em defesa da classe, que os jogadores falham tanto quanto os árbitros e que, portanto, não devíamos atribuir tanto peso aos erros dos homens do apito como sucede em Portugal. A contabilidade nunca havia sido feita, mas mais uma vez o GoalPoint inova e temos que admitir que os números que apurámos dão que pensar.

4,2 GOLOS “ATIRADOS AO LIXO” POR JORNADA

Analisando os dados OPTA, nosso parceiro e o provedor de estatísticas oficiais de competições como a Premier League, Bundesliga, Serie A e Liga BBVA, chegamos à exacta dimensão da taxa de desperdício de Benfica, Porto e Sporting na hora de concretizar as ocasiões de golo claras que se lhes deparam. E o número impressiona: os “três grandes” falham, no seu conjunto, cerca de 67% das ocasiões claras de golo de que dispõem, o que representa (até à 33ª jornada) um total de 140 lances claros de golo iminente.

Por esta altura o leitor poderá apresentar algum cepticismo, mas a questão tende a piorar. Antes de mais convém circunscrever o conceito de “ocasião clara de golo”, que neste caso classifica (apenas) qualquer lance no qual um elemento de uma equipa se encontra, em dado momento, sem oposição e apenas com o guarda-redes entre si e a baliza, e com a bola à sua mercê, em posição de remate para golo. Ou seja, esta métrica não contabiliza todos os lances de perigo eminente desperdiçados, apenas aqueles que, dentro desse grupo, se enquadram nos parâmetros apresentados. Isto significa que, por mais impressionante que o número lhe pareça, este está contabilizado de forma conservadora no que respeita ao desperdício ofensivo total que as equipas que se candidataram ao título apresentaram ao longo da prova.

49,6 ERROS COM INFLUÊNCIA NO RESULTADO… POR CLUBE

Se olharmos estes lances como momentos com clara influência no resultado final das equipas torna-se natural que repesquemos também erros defensivos cometidos por “águias”, “dragões” e “leões” que resultaram em golos sofridos. Também temos esses dados, com Sporting a cometer cinco erros, Porto três e Benfica apenas um. Mais uma vez estes números não contabilizam todos os lances que, directa ou indirectamente, conseguimos associar como erros defensivos que permitiram golos, mas apenas aqueles momentos que resultaram clara e inequivocamente num golo do adversário, como um autogolo, um passe mal executado que coloca um adversário em ocasião clara e consumada, ou uma perda de posse na área que permite um golo. Mesmo assim atingimos um total de 149 lances de erro, ofensivo ou defensivo, com clara influência nos resultados obtidos pelos “três grandes” (49 para Benfica e Porto, 51 para Sporting).

GRANDES APROVEITAM… 33% DAS OCASIÕES

Analisando os valores segmentados por clube (vide infografia), identificamos mais uma razão para o sucesso benfiquista na prova, a somar às anteriormente analisadas: os “encarnados” aproveitaram cerca de 39% das ocasiões criadas (embora também tenham criado mais), contra 30% do Sporting e apenas 29% do Porto. O desperdício é grande e dá que pensar. Não estranhe o facto de estes números não coincidirem com o total de golos obtidos pelas equipas. Ao recordarmos os critérios anteriormente referidos, é fácil perceber que a maioria dos golos não ocorre em lances com estas características, embora isso não diminua a surpresa pelo índice de desaproveitamento que as equipas de topo demonstram nos lances que, teoricamente, seriam mais fáceis de concretizar.

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