O FC Porto não quis largar o comboio da luta pelo título e foi ao Estádio da Luz bater o SL Benfica por 2-1, depois de ter estado a perder. A equipa portista esteve muito bem a meio-campo, onde preencheu a zona à frente da defesa benfiquista, e anulou por completo a fase de construção contrária nesta zona do terreno, habitualmente nos pés de Samaris e Renato Sanches. Depois, na retaguarda, teve um Iker Casillas que soube surgir ao mais alto nível, como acontece geralmente nas grandes decisões, a segurar um ataque do Benfica que esteve sempre em quantidade mas nem sempre em qualidade. Agora, apenas três pontos separam “águias” e “dragões”.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 22 - Benfica vs Porto
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José Peseiro começou com Brahimi nas costas de Aboubakar e, nessa fase, o Benfica esteve melhor e chegou ao golo, por Mitroglou, aos 18 minutos. Esse momento levou o Porto a passar para o 4-3-3, com os dois médios-centro mais adiantados a povoar a zona de construção benfiquista onde pontificavam Samaris e Renato Sanches. A verdade é que a partir daqui os “dragões” passaram a controlar o jogo, mesmo que nem sempre com domínio na posse. Herrera empatou aos 28 minutos, no primeiro remate da sua equipa, e o jogo teve boas ocasiões de parte a parte, apesar dos números mostrarem superioridade benfiquista na primeira metade – 12-4 em remate, 3-1 enquadrados, 54% de posse de bola.

O posicionamento do Porto no meio-campo permitiu-lhe criar muito perigo sempre que recuperava a bola em zonas muito adiantadas no terreno, algo que o Benfica nunca conseguiu contrariar, contribuindo para as 26 intercepções do Porto para apenas 17 do Benfica. O Porto acabou por cima graças ao golo de Aboubakar aos 65 minutos, fazendo uso de uma eficácia de concretização que andava arredia da equipa. No final, 60% de posse para os da casa, mas o Porto, em dez remates, e apenas três enquadrados, fez dois golos. O Benfica pode queixar-se das três grandes ocasiões de golo falhadas, para uma do seu adversário, e de um Casillas em noite inspirada.

Herrera à altura das exigências

O Porto ainda não tinha rematado à baliza aos 28 minutos quando Hector Herrera puxou dos galões do seu já famoso pontapé e atirou de fora da área, colocadíssimo, sem hipóteses de defesa para Júlio César. Mas não é só o golo que nos faz destacar o mexicano. Foi quem mais rematou nos “azuis-e-brancos” (quatro), fez dois passes para ocasião, teve 86% de passes certos e ainda somou 11 recuperações de bola. É o nosso jogador mais valioso pelos 7.1 no GoialPoint Ratings. Mas não podemos esquecer Iker Casillas. O guardião espanhol somou 6.0 no nosso rating, e há que saber destacar o carácter decisivo na sua exibição. Quase todas as suas cinco defesas (quatro a remates executados já dentro da grande-área) foram de um grau de dificuldade muito elevado e foram fulcrais para evitar golos quase certos do Benfica, quando já todo o estádio se preparava para festejar. Tivesse o espanhol somado mais uma clean sheet e teria registado uma exibição intocável.

Destaque também para um trio que lutou bastante nesta partida. Os benfiquistas Pizzi e Jardel, e o portista Danilo Pereira somaram todos 6.3 no GoalPoint Ratings. Pizzi fez quatro passes para ocasião, Jardel fez sete alívios e seis intercepções, Danilo ganhou 85,7% de duelos individuais. E no meio dos destaque, a nota de curiosidade, pela negativa, para Renato Sanches e Samaris, muito por culpa da estratégia portista de anular o meio-campo contrário. Renato fez uma assistência, é certo, mas não foi além de 5.1 no GoalPoint Ratings, enquanto Samaris ficou-se por 4.9.

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Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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