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O FC Porto foi ao Estádio da Luz vencer o “clássico” por 2-0 e recuperar a desvantagem de três pontos que tinha no campeonato em relação às “águias”. Com uma estratégia muito bem montada, baseada numa grande pressão sobre o jogador contrário no momento da recepção de bola, os “dragões” anularam por completo o futebol ofensivo das “águias”, remataram bem mais e com mais qualidade, apesar de terem menos bola, e impuseram a primeira derrota a Bruno Lage na Liga portuguesa como treinador dos “encarnados”. Zé Luís e Moussa Marega foram os heróis da formação forasteira.

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • Início de “clássico” de estudo mútuo e cautelas, sem grande situações de golo ou lances de risco. O Benfica teve mais bola no primeiro quarto-de-hora (54%), mas o Porto registou o único remate nesta fase, por Romário Baró, e enquadrado com a baliza de Vlachodimos.

  • Aos 21 minutos, Zé Luís fugiu pela direita e obrigou o guardião benfiquista a defesa muito apertada, no lance mais perigoso do jogo até então. E na sequência do respectivo pontapé de canto, o FC Porto inaugurou o marcador. O lance foi batido do lado direito, a bola sofreu alguns ressaltos e chegou ao atacante na pequena área. Este só teve de encostar para o 1-0.
  • A meia-hora chegou com o Porto por cima na partida, não em termos de domínio territorial, mas pelo controlo que demonstrava das movimentações ofensivas da “águia“, que mal conseguia aproximar-se da área portista. Nesta fase os “dragões” somavam já quatro remates, três deles enquadrados, contra a tentativa única dos homens da casa.

  • Rafa Silva, muito marcado, só se destacava em acções defensivas, com extraordinários sete desarmes nesta fase. Jesús Corona, nesta partida a lateral-direito, registava já sete tentativas de drible, com sucesso em três. O jogo passava quase todo pelo mesmo corredor, pois o Benfica tentava 48% dos ataques pelo seu flanco canhoto, o Porto 58% pelo seu direito.

  • Intervalo Porto na frente na primeira parte, fruto de uma estratégia clara de pressão sobre o jogador benfiquista na recepção de bola, impedindo os homens da casa de pensar e construir o seu jogo. Os “encarnados” até tiveram mais bola, mas não a souberam levar para o ataque, com muito futebol pelo lado esquerdo, mas sem espaços para progredir, daí os dois remates em 45 minutos, nenhum enquadrado. Os “dragões” fizeram seis remates, três com boa direcção, colocaram a bola facilmente no ataque e foram melhores no passe, em especial no vertical. O melhor no primeiro tempo foi o autor do golo, Zé Luís, com um GoalPoint Rating de 7.7, ele que enquadrou os dois disparos que fez, realizou dois passes para finalização e teve sucesso em quatro de seis tentativas de drible.

  • Grande defesa de Vlachodimos logo aos 48 minutos, a remate de primeira de Luis Díaz. O Benfica, já com Taarabt em campo (saiu Samaris), continuava sem saber como fugir às marcações portistas e encontrar o melhor caminho para a baliza contrária, pelo que, chegada a hora de jogo ainda não registava qualquer disparo no segundo tempo, contra um dos visitantes.

  • Aos poucos as “águias” começaram a ter mais bola e mais perto da área portista, mas chegaram aos 70 minutos ainda sem qualquer remate na segunda parte. Aliás, nestes primeiros 25 minutos da etapa complementar, apenas duas acções com bola na grande área portista (nenhuma na do Benfica), ambas por Rafa Silva.

  • Aos 78 minutos uma perdida incrível por parte de Moussa Marega. O maliano foi isolado por Luis Díaz e, só com Vlachodimos pela frente, atirou ao lado. Mas na ocasião seguinte, o atacante portista redimiu-se. O recém-entrado Otávio isolou Marega e este atirou a contar para o 2-0, ao 11º remate dos “dragões” na partida, quinto enquadrado. Um tento que decidiu o vencedor e “matou” o jogo.

O melhor em campo GoalPoint👑

O Porto manietou o seu rival ao longo de toda a partida e, na frente, teve um jogador que voltou a mostrar uma qualidade que vale vitórias. Após registar uma nota máxima na última jornada, Zé Luís voltou a ser a grande figura dos “dragões”, abrindo caminho ao triunfo com um golo na primeira parte e terminando a sua participação com números muito bons. O GoalPoint Rating de 7.7 reflecte não só o tento que marcou, como também eficácia de remate (dois disparos enquadrados em duas tentativas) e qualidade técnica, tendo somado o máximo de tentativas de drible (10), com sucesso em seis (três no último terço). Ganhou ainda três de sete duelos aéreos ofensivos.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Moussa Marega 7.0 – O maliano arriscou sair da partida com o peso de ter falhado um golo feito perante Vlachodimos, atirando ao lado com a baliza escancarada, mas acabou como um dos heróis do Porto, pois logo a seguir, frente ao guardião benfiquista, decidiu o jogo. Marega fez ainda dois passes para finalização e completou quatro de oito tentativas de drible.
  • Pepe 6.8 – O central esteve intratável durante toda a partida. O internacional luso somou oito recuperações de posse e 16 acções defensivas, entre elas dez alívios e quatro intercepções, e foi driblado apenas uma vez em todo o encontro.
  • Mateus Uribe 6.8 – Excelente jogo do reforço portista, discreto mas de uma importância fundamental na estratégia da equipa. O médio colombiano completou 91% dos passes que realizou e foi o “rei” da recuperação de posse, com 14, mais uma que Grimaldo. E ainda fez quatro intercepções.
  • Pizzi 6.4 – Muito longe do que tem conseguido nos últimos tempos, ainda assim o médio foi o melhor do Benfica. Amarrado e anulado no “miolo”, Pizzi refugiou-se no lado direito, pelo que somou sete cruzamentos, dois deles eficazes, acertou oito de dez passes longos, completou duas de quatro tentativas de drible e fez seis desarmes. Pecou nas perdas de bola, com 25.
  • Odysseas Vlachodimos 6.3 – O guarda-redes do Benfica esteve em bom plano, evitando que a vitória portista assumisse outros números. O grego fez três defesas, uma delas a tirar o golo a Luis Díaz, e ainda somou duas saídas pelo solo eficazes, a cortar o futebol directo contrário.
  • Jesús Corona 6.1 – O mexicano começou a partida a lateral-direito e calou aqueles que temiam ser um teste demasiado duro para o extremo. Ao todo, Corona somou quatro dribles completos em oito tentativas e oito acções defensivas.