O “clássico” entre Benfica e FC Porto pendeu para o lado do “dragão”, num jogo repartido que poderá ter lançado os “azuis-e-brancos” na rota do título. Na primeira parte, as “águias” estiveram por cima e criaram os melhores lances, mas na segunda os comandados de Sérgio Conceição deram um “murro na mesa” e pegaram no jogo. O resultado foi o domínio das operações e o golo ao cair do pano, por Héctor Herrera, que decidiu a contenda.

As alterações tácticas ao intervalo tiveram, certamente, um grande peso no desfecho do encontro, bem como as substituições ao longo do segundo tempo, um dos temas mais debatidos no pós-“clássico”. Porém, para além das questões colectivas, os desempenhos individuais tiveram uma influência grande no desenrolar dos acontecimentos. Reunimos uma série de duelos, tal como fizemos no dia anterior ao encontro, para tentar perceber onde esteve a chave do triunfo portista. Acompanhe-nos na análise.

Os mais importantes do “clássico”

GoalPoint-Duelos-SLBxFCP-Grimaldo-Ricardo-Pereira-Liga-NOS-201718-infog
Clique para ampliar
  • Os dois melhores da partida de domingo preencheram a mesma ala. Ricardo Pereira foi o MVP da partida, graças a uma exibição completa, a atacar e a defender. O lateral-direito portista criou inúmeros desequilíbrios pela sua ala, restringindo o jogo atacante quer de Álex Grimaldo, quer de Franco Cervi, muito ocupados a tentar defender.
  • Ricardo criou duas das ocasiões flagrantes de que o Porto dispôs, em quatro passes para finalização, e colocou a bola oito vezes na grande área do Benfica. Muito por culpa da forma como conseguiu ultrapassar os seus adversários, registando cinco dribles em seis tentativas. E foi o jogador que mais mexeu no jogo, com 91 acções com bola. Mas não se ficou por aqui, pois a defender somou 13 acções defensivas, sendo sete delas desarmes. Fundamental.
  • Ainda assim, o lateral-esquerdo benfiquista que teve de lidar com a presença de Ricardo Pereira, Grimaldo, conseguiu realizar uma exibição positiva. Os seus dois remates não causaram perigo, mas a defender esteve consistente, com dez acções defensivas, entre elas quatro desarmes.
GoalPoint-Duelos-SLBxFCP-Pizzi-Herrera-Liga-NOS-201718-infog
Clique para ampliar
  • Apesar de não ter registado o rating mais elevado, Héctor Herrera acabou por ser o jogador decisivO, ao apontar o golo solitário da partida mesmo em cima do minuto 90. Num meio-campo marcado por uma luta feroz entre vários jogadores, o mexicano ganha claramente no comparativo de desempenho com o benfiquista Pizzi. E não só pelo tento que apontou.

  • Herrera não realizou qualquer passe para finalização, é certo, mas terminou com 84% de eficácia de passe, recuperou a posse do esférico dez vezes e ganhou dez dos 19 duelos individuais em que participou. Destaque também para as seis faltas que sofreu, sendo o jogador mais massacrado na partida da Luz.
  • Ao invés, o melhor jogador da época passada realizou uma partida discreta. Pizzi não passou dos 69% de eficácia de passe e realizou apenas um remate – uma ocasião flagrante desperdiçada, que permitiu a Iker Casillas realizar uma grande defesa, ainda na primeira parte. O médio benfiquista esteve particularmente desinspirado no segundo tempo, altura em que nunca conseguiu lidar com o novo posicionamento dos médios contrários.

Na próxima página: os homens da frente