O SL Benfica chegou a ver a vida a andar para trás, mas a pressão intensa na segunda parte acabou por dar frutos e as “águias” acabaram por vencer por 3-1, frente a um Rio Ave que controlou o jogo a espaços e a ameaçar roubar pontos em pleno Estádio da Luz. Valeu a persistência dos bicampeões nacionais e uma exibição portentosa de um jogador que bateu um recorde nesta Liga NOS e apresentou números raramente vistos.

Liga NOS 2015/16 - J14 - Benfica vs Rio Ave
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Os valores finais dão a ideia de um domínio quase avassalador do Benfica. Essa superioridade existiu, sem dúvida, mas é enganadora em relação ao que aconteceu de facto em campo e às dificuldades que os comandados de Rui Vitória sentiram para levarem de vencida os homens de Pedro Martins. Jonas deu início ao seu festival particular logo aos quatro minutos, ao rematar em zona frontal para o 1-0, mas a partir daí o Benfica encolheu-se. Ou melhor, foi encolhido por uma estratégia do Rio Ave de preencher bem todo o terreno de jogo, com um meio-campo forte. O golo de livre de Bressan, aos 13 minutos, deixou esse facto ainda mais claro e a meio do primeiro tempo a posse de bola chegou aos 51%-49%. Ainda assim o Benfica chegou ao descanso com nove remates contra dois, mas só três enquadrados.

O segundo tempo foi diferente. A entrada de Mehdi Carcela-González para o lugar de um apagado Gonçalo Guedes deu ímpeto ao futebol “encarnado”; a entrada de Raúl Jiménez ampliou a intensidade de jogo e a equipa terminou com 61,1% de posse, 22 remates (13 no segundo tempo), nove enquadrados, 31 cruzamentos de bola corrida e oito cantos. Aos 81 minutos, quando todos pensavam já no empate, Jonas fez o 2-1 e o brasileiro assistiu Jiménez para o terceiro logo a seguir. E o Rio Ave terminou encostado à sua baliza.

Jonas, o demolidor

O Benfica começou bem, graças a… Jonas. Quando a equipa fazia as coisas bem, Jonas estava quase invariavelmente ligado aos lances. Quando foi preciso demolir uma defensiva do Rio Ave que montara fortaleza nos momentos finais do jogo, o brasileiro voltou a não desiludir os seus adeptos. Fez dois golos, uma assistência e oito remates à baliza, batendo o anterior recorde nesta Liga NOS, que era de sete num só jogo. Mas não se ficou por aqui. O atacante fez dois passes para ocasião, teve 95,7% de eficácia nos 23 passes realizados e ganhou metade dos 12 duelos individuais que disputou. Um desempenho que lhe valeu impressionantes 9.2 no GoalPoint Ratings (só registámos até agora quatro ratings superiores a 9.0 na Liga NOS 2015/16 e três… pertenceram ao avançado brasileiro).

Mas Jonas não foi o único a brilhar. Pizzi deu seguimento à boa forma com 7.5 no GoaplPoint Ratings, mercê de quatro remates, dois enquadrados, oito (!) passes para ocasião e nove recuperações de bola. Renato Sanches (6.9) esteve em todo o lado, registando oito recuperações, três passes para ocasião, 87,3% de 71 passes certos e uma miríade de opções tácticas defensivas e ofensivas para Rui Vitória. No Rio Ave o guarda-redes Cássio (6.6), com seis defesas, e Bressan (6.4), com um golo e o único remate enquadrado da sua equipa, estiveram uns furos acima dos demais colegas de equipa.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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