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O Benfica bateu o Sporting no Estádio da Luz por 2-1, em jogo da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. Esta foi a segunda vitória consecutiva dos “encarnados” ante a formação “verde-e-branca” no espaço de três dias, desta feita pela margem mínima, o que deixa tudo em aberto para a segunda partida, a realizar em Alvalade.

Os “leões” surgiram melhor do que no jogo da Liga, com mais elementos no meio-campo, mais pressionantes, com mais bola e sem dar espaços para as transições benfiquistas, mas não evitaram que os homens da casa fossem mais perigosos na primeira parte. Na recta final da segunda, o Sporting reagiu e conseguiu um golo que pode ser muito importante para a partida decisiva em Alvalade.

Resumo💻

O Jogo explicado em Números 📊

  • Primeiro quarto-de-hora de cautelas mútuas, embora o Benfica, aos poucos, começasse a dominar os acontecimentos e a colocar velocidade no último terço do terreno, o que ia baralhando um pouco a defesa leonina. Numa dessas transições rápidas, as “águias” chegaram à vantagem.
  • Salvio conduziu pela direita, passou a Pizzi, o médio contemporizou à espera de apoio e serviu Gabriel na esquerda da grande área. Este, com um pontapé muito forte, “fuzilou” Renan Ribeiro. Um golo ao quarto remate benfiquista na partida, o primeiro com boa direcção. O Sporting ainda não registava qualquer disparo.

  • O “leão” conseguiu atenuar a pressão benfiquista após o golo, chegando à meia-hora com 54% de posse de bola, porém nenhum remate. O primeiro disparo, e enquadrado, surgiu apenas aos 31 minutos, uma “bomba” de Bruno Fernandes que Mile Svilar travou.
  • Nesta altura, Gabriel era o melhor colocado nos ratings, com 6.2, em grande medida devido ao golo, pois não registava qualquer outra acção de relevo. O melhor entre os de Alvalade era Marcos Acuña, mercê da grande agressividade que colocava no jogo, que lhe valia seis recuperações de posse nesta altura da partida.

  • Contrariedade para Bruno Lage antes do intervalo, obrigado a tirar Jardel aos 37 minutos, por lesão. Oportunidade para o jovem Ferro estrear-se na equipa principal do Benfica, e logo num dérbi.
  • Intervalo O Benfica chegou ao descanso na frente, fruto do facto de ter criado mais e melhores situações de golo, mas sentiu dificuldades perante um Sporting que soube povoar e fechar bem o seu meio-campo, impedindo que os homens da casa lançassem os seus habituais contra-ataques. O “leão” registava mesmo mais posse de bola ao intervalo, mas somente um remate, contra seis dos anfitriões (ambos com um disparo enquadrado). A formação leonina mostrava-se melhor no passe, registando uma eficácia bem acima da do Benfica. O melhor em campo nesta fase era Gabriel. O brasileiro registava um GoalPoint Rating de 6.6, mercê sobretudo do golo, mas também de cinco acções defensivas, entre elas dois desarmes. O melhor do Sporting era Sebastián Coates, com 5.7 e oito acções defensivas.

  • Boa reentrada do Sporting na partida, com Wendel, isolado do lado esquerdo da área, a perder uma ocasião flagrante, com o seu remate a sair muito ao lado. Chegada a hora de jogo, os “leões” registavam 58% de posse de bola no segundo tempo, embora só um remate e a sua eficácia de passe tenha caído para 71% – ainda assim bem acima dos 65% das “águias”.

  • Até que aos 64 minutos, o Benfica ampliou. Seferovic cruzou da esquerda, a bola viajou toda a grande área e encontrou João Félix na direita. Este realizou um centro-remate rasteiro, muito tenso, e Tiago Ilori, na tentativa de afastar, colocou a bola na sua baliza. Uma estreia infeliz do central neste regresso ao “leão”.
  • O Sporting voltava, tal como na primeira parte, a ter mais bola, mas sem capacidade no ataque, pois aos 70 minutos registava somente dois remates, desenquadrados, para cinco do Benfica (um com boa direcção). Ainda assim, aos 75 minutos, Wendel esteve novamente perto de marcar, mas a bola saiu ao lado, após remate em zona frontal.

  • O jogo perdeu um pouco de clarividência por parte das duas equipas, em especial do Benfica, notando-se algum desgaste físico de alguns jogadores. O Sporting aproveitou para se aproximar mais da baliza do Benfica e reduziu aos 82 minutos. De livre directo, Bruno Fernandes fez um grande golo, ao quinto remate leonino na segunda parte, primeiro com boa direcção.

  • A verdade é que o Benfica nunca mais conseguiu ser aquela equipa a mostrar facilidade em surgir nos espaços vazios do ataque e a criar perigo. O Sporting dominou até ao final da partida, mais organizado e fresco, mas os lances de perigo já não surgiram mais, mantendo-se o resultado pela margem mínima que deixa tudo em aberto para a segunda mão em Alvalade.

O Homem do Jogo 👑

O MVP desta primeira mão das meias-finais foi o autor do primeiro golo do jogo, o brasileiro Gabriel, mas apenas por quatro centésimas em relação ao segundo melhor da partida, Bruno Fernandes. O benfiquista terminou o jogo com um GoalPoint Rating de 7.5, não só pelo golo que marcou, mas fundamentalmente pelo que fez no segundo tempo nos momentos defensivos. O médio terminou a partida com dez recuperações de posse e 15 acções defensivas, números fortes para um jogador na sua posição – cinco desarmes e quatro bloqueios de passe como factos mais relevantes.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Bruno Fernandes 7.4 – O segundo melhor em campo, a “morder os calcanhares” a Gabriel. O “leão” marcou um grande golo de livre directo e esteve muito activo, registando o número máximo de acções com bola (98), mas também 13 recuperações de posse e dez acções defensivas. E ainda acertou oito de 13 passes longos.
  • Pizzi 6.1 – Mais um bom jogo do médio benfiquista, embora na segunda parte se notasse algum desgaste físico. Ainda assim, Pizzi terminou o jogo com uma assistência e duas ocasiões flagrantes criadas nos dois passes para finalização que fez.
  • Marcos Acuña 6.0 – O argentino foi consistentemente um dos melhores do Sporting, um poço de energia e de trabalho que terminou com 12 recuperações de posse. Acuña completou ainda as duas tentativas de drible, fez dois passes para finalização e realizou seis cruzamentos (máximo do jogo) embora apenas um eficaz.
  • João Félix 4.5 – Jogo menos conseguido do jovem benfiquista. Muito marcado, em especial por Nemanja Gudelj, nunca teve espaços para se soltar, embora, da única vez que o conseguiu verdadeiramente, tenha estado na origem do autogolo de Ilori, o 2-0. Contudo, perdeu-se em protestos e, para além de dois dribles eficazes, não apresentou serviço relevante.
  • Cristián Borja 5.3 – Estreia positiva do colombiano do Sporting. O lateral-esquerdo não comprometeu, registando quatro cruzamentos (um eficaz) e três dribles completos. Na retaguarda acumulou cinco acções defensivas.

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