O SL Benfica venceu tranquilamente o União da Madeira, no Estádio da Luz, por 2-0, e aproveitou o empate do Sporting CP em casa do V. Guimarães a zero para se aproximar do topo da tabela – os “leões” têm apenas mais um ponto, a poucos dias do derby de Alvalade. Para a história fica um jogo fácil demais para os “encarnados” em termos de domínio – não tanto a bater a defensiva contrária -, que valeu mais dois golos a Jonas e vários recordes batidos ou igualados. Não fosse Raúl Gudiño na baliza insular e o resultado poderia ter assumido contornos diferentes.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 24 - Benfica vs Vitória de Guimarães
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Os números não deixam grandes dúvidas. Praticamente só houve uma equipa a tentar ganhar este jogo. A atitude defensiva do União apenas conseguiu complicar a tarefa benfiquista de marcar golos. De resto, o domínio da “águia” foi avassalador. Foram 24 remates contra dois, 11 enquadrados para nenhum contrário, 89% de passes certos, 76% de posse de bola, 18 passes para ocasião. Pelo caminho caíram registos máximos desta Liga NOS: o Benfica passou hoje a ter o recorde de passes num só jogo, 772 (o anterior era de 693 alcançado pelo FC Porto frente ao V. Guimarães); Samaris é agora o jogador com mais passes numa partida, 137 (Filipe Augusto, do Sp. Braga, tinha 129, ante o Belenenses); o Benfica igualou o número de remates enquadrados num jogo, 11 (os mesmos do Braga contra o Marítimo); o guardião do União, Raúl Gudiño, igualou o número máximo e defesas num só encontro, 9 (José Sá, na altura no Marítimo, era o recordista a solo). Só Jonas, aos cinco e 76 minutos, conseguiu derrubar o “autocarro” madeirense – o brasileiro já soma 26 golos na Liga.

Pizzi e Jonas contra Gudiño

O domínio do Benfica foi tal que apenas o guarda-redes mexicano Raúl Gudiño impediu que o resultado desta segunda-feira no Estádio da Luz fosse mais volumoso. O guardião realizou nove defesas, algumas espectaculares, que lhe valeram 7.9 no GoalPoint Ratings. Mas a verdade é que foi o Benfica que conseguiu o seu objectivo no final, pelo que dois jogadores “encarnados” conseguiram pontuar mais no nosso rating que Gudiño. Jonas marcou dois golos e foi, por isso mesmo, o jogador mais decisivo da partida. Fez sete remates, dois à baliza, e três passes para ocasião, pelo que somou também 7.9 (vantagem por décimas). Não o suficiente, porém, para ser, para o GoalPoint, o mais valioso jogador da noite.

Esse foi Pizzi. O médio português teve 8.1 no GoalPoint Ratings e é o nosso destaque. A grande diferença para Jonas é que Pizzi foi “rei” e senhor nos duelos individuais. Enquanto o brasileiro ganhou apenas um de 11, o transmontano foi mais forte em oito dos 11 que disputou. Para além de que fez ainda quatro remates (dois à baliza), quatro passes para ocasião, acertou 84,2% de 114 passes e tocou 142 vezes na bola (só Samaris, com 146, esteve mais em jogo).

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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