O SL Benfica arrancou três importantes pontos, graças à vitória em casa por 2-1 sobre o V. Setúbal. Um triunfo sofrido da equipa da Luz que começou o jogo a perder – golo de André Claro aos 14 segundos -, reagiu com grande ímpeto até ao 2-1, mas que realizou uma segunda parte em esforço, desconcentrada e em claro défice físico, especialmente  evidente no caso do Pizzi. O Vitória sentiu essa falta de frescura e realizou um bom jogo no segundo tempo, no qual criou oportunidades para marcar. Mas valeu às “águias” a excelente primeira parte, na qual poderia ter construído um outro resultado.

Benfica vs Vitória de Setúbal - Liga NOS 2015/16
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Ainda estávamos nós a sentar-nos já o Vitória marcava, com André Claro a concluir aos 14 segundos. O Benfica, porém, não se deixou afectar e iniciou uma “cavalgada” rumo à baliza contrária que terá espantado muitos, pois esperava-se uma equipa desgastada do jogo com o Bayern de Munique. Não se notou nesta fase, mas viria a manifestar-se com grande intensidade na segunda parte. Contudo, até ao intervalo o Benfica mandou no jogo. Empatou por Jonas (19′), o seu 31 golo da época na Liga, e colocou-se na frente pelo imperial Jardel (24′), através de uma poderosa cabeçada na segunda assistência para golo de Nico Gaitán na partida. Os números ao intervalo não mentem: 12-2 em remates, 7-1 enquadrados, 71% posse de bola para os da casa e várias ocasiões negadas, algumas pelo guarda-redes Ricardo, espelhavam o que se passara em campo.

No segundo tempo tudo mudou. O Vitória recompôs-se tacticamente e o Benfica passou a correr atrás da bola, mas sem energia para tal. Os visitantes criaram perigo e os da casa nunca mais demonstraram clarividência no último passe. O Benfica rematou menos na segunda parte, essencialmente pior (só dois enquadrados) e em posição menos vantajosa (seis dentro da área, quatro fora). Mas acabou por levar a água ao seu moinho.

Pássaro? Avião? É o Jardel!

Rui Veloso cantava “Tu querias perceber os pássaros, Voar como o Jardel sobre os centrais”. Não foi nenhum pássaro – apesar se ser “águia” -, nem o Jardel da canção. Foi outro, o Jardel do Benfica, elemento fulcral na vitória da sua equipa sobre o Vitória sadino. Para além do golo que marcou, fez três remates, enquadrou dois e realizou um passe para ocasião, números de médio. Mas na defesa também esteve implacável: acertou 94,8% de 58 passes, ganhou 11 de 15 duelos individuais (cinco de sete aéreos), fez dois desarmes com êxito em cinco tentativas, cinco alívios e recuperou seis bolas. Uma exibição de grande nível que lhe valeu 7.1 no GoalPoint Ratings (GPR).

Jardel não esteve sozinho entre os que esta segunda-feira vestiram o fato de trabalho. Fejsa foi o segundo melhor em campo por pouco (7.12 GPR do defesa, 7.09 do médio). O sérvio esteve estranhamente rematador (três, dois enquadrados, um para grande defesa de Ricardo), fez um passe para ocasião, mas, acima de tudo, teve 93,1% de eficácia de passe (em 58), ganhou 83,3% dos duelos e fez seis recuperações de bola. Um esteio. O guarda-redes Ricardo, com 6.3 GPR, foi o melhor dos sadinos, graças a seis intervenções de relevo.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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