O Benfica conquistou a sua sétima Supertaça Cândido de Oliveira, ao vencer em Aveiro o Vitória de Guimarães por 3-1. Um início de partida avassalador dos “encarnados” ajudou ao resultado, mas os minhotos não se assustaram e dominaram na segunda parte. Porém, erros defensivos frente à máquina ofensiva benfiquista pagam-se caro.

O Benfica entrou personalizado, muito diferente daquele que tantas dúvidas deixou na pré-época. Pressão em terrenos adiantados, bom posicionamento dos médios e dos defesas e um Jonas “vagabundo”, a baralhar as marcações vitorianas. Os cruzamentos da direita por duas vezes mostraram um guarda-redes vimaranense, Miguel Silva, inseguro nas saídas, e no segundo desses lances, aos seis minutos, o guardião saiu para afastar a bola para zona proibida, em zona central, onde o inevitável Jonas apareceu. O brasileiro rematou para o 1-0.

Aos dez minutos do Benfica tinha já 72% de posse de bola, e quando o V. Guimarães esboçava a reacção, o Benfica fez o segundo, aos 11 minutos, com Pizzi a isolar Seferović e o suíço a não perdoar. Os “encarnados” chegavam ao 2-0 em apenas dois remates.

Por volta dos 30 minutos o Vitória tentava reagir e registava já 40% de posse, mas apenas dois remates, um deles enquadrado, contra os cinco disparos dos homens da Luz, quatro deles à baliza. A eficácia do Benfica teve um grande peso durante a primeira parte.

Mas antes do descanso, aproveitando um certo relaxamento das “águias”, os minhotos reduziram para 2-1, com Raphinha a concluir de cabeça após um cruzamento da direita e com a bola a sobrevoar a área benfiquista sem que a defesa ou Bruno Varela conseguissem afastar a bola.

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O arranque do segundo tempo só deu V. Guimarães, com Hurtado a falhar o empate em plena pequena área só com Bruno Varela pela frente. Aos 60 minutos os vimaranenses já haviam igualado o total de posse de bola do Benfica, cifrando-se na altura em 50%.

Ao contrário do primeiro tempo, o Benfica pouco pressionava, quando o fazia era com pouca intensidade e em zonas recuadas, e o Vitória aproveitava-se desse facto para dominar e causar perigo. Aos 70 minutos já os minhotos somavam 53% de posse, oito remates, seis deles enquadrados, mais um que o Benfica, que acertara cinco vezes em 11 tentativas. A pontaria mudara de lado, tal como a capacidade para dominar o jogo.

Mas os muitos passes falhados dos vimaranenses em zonas proibidas acabaram por ter o seu peso. Aos 83 minutos, Pizzi interceptou uma entrega errada no meio-campo contrário, progrediu no terreno e assistiu o recém-entrado Raúl Jiménez na esquerda. O mexicano marcou na passada, na primeira vez que tocou na bola.

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O Benfica começou o jogo em grande nível, lembrando um pouco o 5-0 com que arrumou as contas do campeonato frente a este mesmo adversário, na época passada. Marcou dois golos, consentiu um, é certo, mas no segundo tempo, por mérito minhoto e por alguma falta de frescura física lisboeta, os “encarnados” pouco tocaram na bola. Mas aproveitaram ao máximo os erros da equipa de Pedro Martins.

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