O sorteio podia ter sido pior para o Benfica. Mas com um histórico de três derrotas em quatro confrontos (todos para a Champions) e um saldo de 4-6 em golos dificilmente alguma vez se podia considerar o Zenit como um adversário fácil para o Benfica, nestes oitavos-de-final da Liga dos Campeões, sobretudo quando, mais coisa menos coisa, os “azuis” de São Petersburgo mantêm o seu DNA, naquela que deverá ser a última visita de André Villas-Boas à Luz enquanto técnico do emblema russo.

Sempre baseados nos números Opta, eis o que estes dizem sobre as forças e fraquezas do Zenit, juntamente com o desempenho GoalPoint Ratings do elenco-base dos russos na prova da UEFA:

Antevisão Benfica vs. Zenit | O que dizem os números
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Alertas mas também oportunidades. Nos primeiros incluímos obviamente o velho conhecido da Luz, Hulk, que vai protagonizando uma época excepcional cuja primeira metade já lhe valeu um lugar no top-10 da Pepita de Ouro GoalPoint 2015no XI ideal GoalPoint da fase-de-grupos da Liga dos Campeões e ainda no elenco ideal da primeira metade da Premier League russa. São 13 golos e… 16! assistências em 25 partidas oficiais. Com ele surgem Shatov e ainda o homem que fez esquecer Rondón: Artem Dzyuba, um ponta-de-lança “clássico” mas extremamente eficaz que, como constatámos ontem, regista a melhor taxa de concretização da prova até ao momento.

Pepita de Ouro GoalPoint™ 2015: Os melhores do Mundo - Hulk
Os impressionantes números de Hulk no ano civil de 2015. Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

No miolo não esperam grandes facilidades, bem pelo contrário e Renato Sanches terá mais um teste de fogo à sua prematura ascensão. Sendo verdade que Javi García não estará na forma que o celebrizou de “águia” ao peito sobra um Witsel, também ele de boas memórias para os “encarnados”, cujo GoalPoint Rating não engana.

Oportunidades? Os corredores laterais. É por aí que homens como Gaitán e Pizzi poderão criar maior perigo, fazendo fé no desempenho russo em 2015/16. Mas atenção… mesmo que o quarteto defensivo permita veleidades atrás deles ainda resise um Lodygin que, também ele, brilhou pelo desempenho na primeira fase da competição.

A longa paragem a que se submeteu o Zenit recentemente, em virtude da tradicional paragem de inverno da Liga russa, reserva a incógnita final. Os russos estarão mais frescos mas talvez sem o ritmo competitivo que evidenciaram na fase-de-grupos. Saiba o Benfica reagir ao desaire do último fim-de-semana e explorar as debilidades do visitante e a eliminatória poderá estar bem encaminhada embora, dadas as forças dos comandados de Villas-Boas, suspeitamos ser fundamental para o Benfica manter a sua baliza inviolada nesta primeira mão.

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