O SL Benfica conquistou uma importante vitória por 1-0 em casa ante o Zenit de São Petersburgo. Talvez mais relevante do que o triunfo em si, o facto de este ter sido conseguido sem qualquer golo sofrido, e por ter caído já em período de descontos, saído da cabeça de Jonas. Uma vitória “ao sprint” que reflecte a pressão final do Benfica perante um adversário russo que, notou-se, sentiu nas pernas o facto de já não disputar um jogo oficial desde meados de Dezembro.

Champions League 2015/16 - Benfica vs Zenit
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Jogo desequilibrado em termos de posse de bola, mais para o Benfica (68% na primeira parte, 65% no global), mas pobre em termos ofensivos, pelo menos até aos derradeiros minutos. Enquanto teve pernas, o Zenit complicou a vida aos “encarnados”, com uma boa ocupação dos espaços, motivo pelo qual ao descanso os portugueses tinham três remates, os russos apenas um. E notava-se dificuldade grande por parte das “águias” na etapa inicial por um lado para travar Shatov, vencedor de 62,5% de duelos individuais, em especial ante André Almeida (33,3%), por outro para lidar com Dzyuba, que no arranque do segundo tempo ganhava 70% dos duelos com a defesa benfiquista.

A entrada de Raúl Jímenez no segundo tempo, para o lugar do mais estático Kostas Mitroglou, ajudou o Benfica a baralhar a defesa contrária, e Carcela-González acabou com a energia do Zenit. Até ao golo de Jonas, de cabeça, aos 91 minutos, as duas equipas somavam dois remates enquadrados cada, e daqui até final o Benfica conseguiu duplicar esse valor – demonstrativo da pressão final. Os números números derradeiros mostram tudo isto na perfeição: 15 remates a cinco, 4-2 enquadrados, 18 cruzamentos de bola corrida e oportunidades. Uma entrou mesmo.

O último suspiro de Jonas

Os jogadores do Zenit já mal respiravam, pois fisicamente sentiam a pausa de Inverno a deixar marcas. Porém, ao Benfica ainda sobrava fôlego, em especial a Jonas. O mais valioso jogador “encarnado”, com 6.7 no GoalPoint Ratings, decidiu a partida aos 91 minutos, de cabeça, mas foi sempre muito influente, numa posição bem recuada no terreno, quase a número 10. Fez dois remates, um enquadrado, um passe para ocasião, ganhou cinco de quatro duelos individuais e fez a Luz vibrar. A seguir, destaque para Renato Sanches. Não fez um jogo brilhante, mas esteve muito certo na ocupação dos espaços e na recuperação de bola (oito), somando 5.8 no GoalPoint Ratings.

O melhor dos russos foi o seu guarda-redes, Lodygin, com 5.9. Na retina ficou aquela defesa por instinto a um remate com selo de golo de Gaitán, e no final somou três “paradas”, que ajudaram o Zenit a sair do Estádio da Luz derrotado apenas pela margem mínima.

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Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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