O SL Benfica arrancou mais uma vitória difícil na Liga NOS, a ferros, como acontecera em Vila do Conde, em casa com o Vitória de Setúbal, em Coimbra e no Bessa. Mais uma vez a equipa de Rui Vitória sentiu muitas dificuldades para penetrar uma defesa contrária povoada, um meio-campo compacto e as oportunidades de golos escassearam. Muitos muitos ataques, remates, mas com qualidade baixa. E só um cabeceamento de Jardel, aos 47 minutos, resolveu o jogo, 1-0 ante o V. Guimarães. Três pontos “espremidos”, tal como parece estar esta equipa do Benfica, cansada, sem ideias e a começar a mostrar alguma ansiedade e pressa para resolver as questões. Ainda assim, o Benfica pode ver o “clássico” entre FC Porto e Sporting CP, este sábado, no “cadeirão”.

Benfica vs Vitória de Guimarães - Liga NOS 2015/16
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

O Benfica entrou com o seu esquema habitual e “onze” mais utilizado, perante um V. Guimarães encolhido, com cinco defesas, quatro médios e praticamente só um homem na frente, Paolo Hurtado – porém o suficiente para criar perigo, muito perigo, em especial no segundo tempo. Não havia caminho para a área vimaranense, pelo que os remates de longe e os cruzamentos foram a opção natural, e quando havia uma nesga de terreno ninguém enjeitava a possibilidade de rematar de pronto. Por isso mesmo, os disparos nunca tiveram a qualidade necessária. Como resultado, o Benfica terminou a partida com 17 tiros, dez de fora da área, mas, pasme-se, apenas um com a direcção certa. E logo o do golo, de Jardel, de cabeça. Pouco, muito pouco para um Benfica habituado a muito melhor, mas a exibição defensiva do adversário não ajudou.

O domínio benfiquista foi claro, com 63,7% de posse de bola, 83% de passes certos, 18 cruzamentos de bola corrida. O Vitória, por seu turno, teve algumas ocasiões para marcar, a mais flagrante na segunda parte, por Hurtado, que viu André Almeida afastar a bola em cima da linha de golo. Os vimaranenses fizeram só cinco remates (quatro de fora da área), mas enquadraram três, bem melhor que o seu adversário.

Jardel, o incansável “guerreiro”

Para qualificar a época de Jardel começam a faltar adjectivos. Para além da tremenda capacidade defensiva que demonstra de jogo para jogo – desta vez conseguiu quatro alívios e seis intercepções, ainda assim modesto para o habitual – esta sexta-feira, e como já aconteceu várias vezes com a camisola do Benfica, o defesa-central decidiu numa partida potencialmente decisiva. Aos 47 minutos fez o único golo do jogo, de cabeça, após assistência de Gaitán, o que lhe valeu um GoalPoint Rating (GPR) de 7.3, sendo o mais valioso em campo.

Do lado do Vitória, os 4.99 colectivos no GPR não abona muito, pelo que o melhor dos visitantes foi mesmo Josué, com modestos 5.4. Ao invés, as “águias” tiveram alguns elementos em destaque: Jonas (6.5) ficou mais uma vez em branco, mas rematou duas vezes e fez quatro passes para ocasião; Ederson (6.2) voltou a ser um rochedo na baliza, graças a duas defesas providenciais e muita tranquilidade; e Ljubomir Fejsa (6.1), que voltou a ser um dos melhores, esclarecido, perfeito tacticamente, e que terminou a partida com 92,6% de 54 passes certos, ganhou 57,1% de 14 duelos individuais, somou cinco recuperações de bola e teve sucesso em quatro de cinco desarmes.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

> NA PRÓXIMA PÁGINA: O JOGO COMO O VIMOS