O Sporting não conseguiu melhor do que um empate em Istambul frente ao Besiktas, naquele que até podia ser um resultado positivo noutro contexto. Mas a verdade é que os “leões” até estiveram a vencer e, comparando a “juba” apresentada em cada uma das metades da partida, há razões para alguma frustração leonina. Mas vamos às equipas.

Jorge Jesus mudou o “onze” titular de forma significativa nesta partida. Motivado por um lado pelas lesões (Paulo Oliveira) e castigos (João Mário), e por outro lado pela recepção ao Vitória SC no domingo, o treinador português lançou Jonathan, Tobias, Aquilani, William (a ganhar ritmo), Matheus Pereira e Carlos Mané de início, devolvendo ainda a titularidade a Gutiérrez.

Mas a maior surpresa (e das boas) estava reservada para a nova missão de apoio ao homem mais avançado, reservada para Bryan Ruiz. E que bem esteve o costa-riquenho nessa missão, como veremos mais adiante. Já no Besiktas, disposto num 4-2-3-1, a atenção recaia em Quaresma, embora viessem a ser outros os nomes dos protagonistas que mais trabalho deram aos “leões”.

FUGIR AO CHOQUE DOMINANDO A POSSE

Os primeiros minutos apresentaram o Sporting com que se poderia contar ao longo de toda a primeira parte: a controlar a posse e a circulação com qualidade (Aquilani em evidência, com uma eficácia de passe sempre acima dos 90% e com todo o jogo a passar por ele ) e com Bryan Ruiz e Teo Gutiérrez, sobretudo estes, a importunarem regularmente a organização defensiva turca. Seria precisamente o costa-riquenho, hoje em missão de apoio mais central, a abrir o activo aos 16 minutos, com um remate de fora da área. Os turcos ganharam sempre mais vezes os duelos individuais, mas nesta fase os “verde-e-brancos” conseguiam fugir ao confronto fruto da maior qualidade a circular.

O Sporting terminaria o primeiro tempo com quatro remates enquadrados (num total de sete), contra zero por parte do Besiktas, com mais posse, mais qualidade de passe. Um pecúlio que justificava uma vantagem que só pecava por escassa muito por culpa de um Teo Gutiérrez que, apesar de bem mais activo do que o habitual (cinco remates, três deles enquadrados, substituído aos 69 minutos por Slimani), esteve igualmente perdulário, neste caso de forma decisiva.

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