Vincent Aboubakar é um “dragão” em alta, liderando o melhor “onze” GoalPoint Ratings da 14ª jornada da Liga NOS 2017/18. O camaronês está em tão boa forma que, neste moment,o já ultrapassou o máximo de acções para golo que somou pelo FC Porto, na Liga NOS, na sua melhor época (2015/16). E em metade dos minutos.

O Vincent de Aboubakar e o Aboubakar de Conceição

O avançado chegou ao Dragão em Agosto de 2014 em troca de 11,2 milhões de euros, proveniente do Lorient, após ter sido supostamente “roubado” à lista de compras do Sporting. Vincent integrou na altura o plantel de um FC Porto que pretendia recuperar o domínio da Liga e que apostou forte nesse defeso, vendo chegar Brahimi, Tello, Óliver entre outros, para além de Julen Lopetegui. Acabaria por jogar apenas 577 minutos na Liga nessa primeira época, somando oito acções para golo (quatro tentos e outras tantas assistências). A época 2015/16 permitiria a Aboubakar uma presença mais frequente nas opções de Lopetegui: 28 jogos disputados na Liga (2083 minutos), com 14 acções para golo (uma assistência, o resto foram golos).

Mas o Aboubakar de Conceição já pulverizou todos esses números. E as diferenças não se limitam a golos e assistências. Eis o comparativo do camaronês, na Liga NOS:

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Vincent remata mais, fá-lo com maior precisão e aproveita com maior eficácia as ocasiões flagrantes de que dispõe, melhorias que obviamente têm reflexo na “conta” de golos e assistências, tendo em consideração que os “dragões” são a equipa mais concretizadora da Liga NOS.

Menos bola, mais eficácia mas ainda há o que melhorar

Curiosamente o avançado até tem “menos bola” do que tinha com Lopetegui: 39 acções com o esférico a cada 90 minutos, contra 43 no tempo do “carrocel” de posse de Lopetegui, nem sempre objectivo ofensivamente. Ou seja, mais importante do que ter mais ou menos bola, é no que se faz com ela (e como ela chega até nós) que surgem as diferenças, e é aí mesmo, na eficácia e qualidade, que o camaronês vai sobressaindo, por comparação:

  • O camaronês é mais ou menos o mesmo jogador na quantidade de duelos aéreos que disputa, mas vence agora mais disputas pelo ar (48%).
  • Apesar de ter menos bola, menos passes p/90m (24 contra 28 em 15/16) e a mesma eficácia de passe (78%), Aboubakar não só melhora marginalmente o número de passes de finalização que oferece aos colegas (1,2 p/90m) como já soma o triplo das assistências que totalizou em 2015/16 na Liga.
  • O avançado tenta driblar um pouco menos (2,4 por jogo), mas obtém a mesma média de dribles eficazes por partida, uma opção que claramente prefere observar nos pés de Brahimi ou Corona.

Mas nem tudo são “rosas”, existindo ainda factores nos quais o avançado pode melhorar. Vincent continua a cair com a mesma frequência em fora de jogo (0,96 p/90m), a protagonizar o mesmo número de perdas de posse (cerca de 13 p/90m) e até piorou o seu desempenho na quantidade de desarmes que sofre (2,3 contra 1,8 em 15/16) e nos maus controlos de bola que acumula (cerca de três p/90m), não oferecendo melhorias quantitativas ou qualitativas assinaláveis no que oferece à equipa no plano defensivo.

Seja como for, e naquilo que Sérgio Conceição certamente mais espera de Aboubakar, o avançado está mais eficaz e influente, deixando a promessa de oferecer a melhor época ao serviço dos “dragões”, um compromisso que se estende à Liga dos Campeões, onde terminou a fase de grupos com sete acções para golo em cinco jogos disputados (cinco golos e duas assistências).

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