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O Sporting subiu, embora à condição, à liderança da Liga NOS, ao bater o Boavista, por 3-1, no Estádio do Bessa. Após uma primeira parte entediante, em que o primeiro remate enquadrado, já nos descontos, resultou em golo, a partida viveu um período de grande emoção no segundo tempo, com três golos em seis minutos, dois deles de Bas Dost, a grande figura de uma partida que foi controlada desde cedo pelo Sporting, que só permitiu um remate ao adversário.

Resumo💻

O Jogo explicado em Números 📊

  • Início de partida bastante lento de parte a parte, sem um único remate ao longo dos primeiros 15 minutos. Ainda assim, de destacar o atrevimento dos “leões”, que controlavam a posse (69%) e melhor trocavam a bola (84% de eficácia no passe contra 56% do adversário). Na equipa “axadrezada”, Vítor Bruno era o jogador com mais passes no meio-campo do Sporting, quatro, o que demonstrava as dificuldades que os da casa sentiam para construir jogo.
  • Piccini, talvez “embalado” pela boa exibição diante do Barcelona, tentava chamar a si o protagonismo, mas sem sucesso. Nos primeiros 20 minutos, o lateral-direito sportinguista perdeu a bola 17 vezes, apenas menos nove do que o resto da sua equipa.

  • Kuca e Fábio Coentrão protagonizavam uma interessante “luta” dentro de campo, com clara vantagem para o cabo-verdiano. À entrada para os derradeiros cinco minutos do primeiro tempo, o jogador do Boavista levava já oito duelos ganhos em dez disputados e já tinha sido travado em falta três vezes, o máximo da sua equipa.
  • Foi já no último sopro que surgiu o golo que quebrou a igualdade, e logo no primeiro remate enquadrado da partida. Daniel Podence, na direita, tirou “um coelho da cartola”, trocando as voltas a Talocha para ganhar espaço suficiente para cruzar ao segundo poste, onde surgiu Fábio Coentrão a cabecear para o seu primeiro golo de “leão” ao peito.

  • Intervalo Vantagem ajustada ao futebol praticado no decorrer da primeira parte, em que o Sporting controlou as incidências, embora só tivesse conseguido rematar à baliza de Vagner já no período de compensação, fruto da grande resistência demonstrada pelos homens de Jorge Simão. Fábio Coentrão, o “desbloqueador” da partida, liderava os GoalPoint Ratings ao intervalo, com nota 6.1, juntando ao golo cinco acções defensivas, duas recuperações de posse e 12 passes certos. Do lado contrário, o destaque ia para Raphael Rossi 6.0, com 13 acções defensivas, entre as quais quatro intercepções e seis alívios.

  • Tal como na primeira parte, os primeiros 15 minutos do segundo tempo foram monótonos. Só o Boavista rematou, e de forma desenquadrada, mas o Sporting continuou a controlar a posse de bola (60%), ainda que a sua eficácia de passe se tenha ficado durante este período pelos 66%.
  • E foi então que a partida entrou no seu período mais louco, com três golos com apenas dois minutos de intervalo entre eles. O primeiro, por Bas Dost, surgiu após um cabeceamento ao poste de Mathieu, que fugiu à marcação no seguimento de um canto da esquerda. Depois foi a vez de o recém-entrado Mateus festejar, concluindo de forma fácil uma jogada que teve início num erro clamoroso de Coates. Para terminar, Bas Dost restabeleceu uma vantagem de dois golos para a sua equipa, desta vez com os pés, aproveitando novo “brinde” de Mathieu.

  • À entrada para os últimos 15 minutos da partida, Fábio Espinho era o único jogador com mais do que um passe para finalização. Na equipa do Sporting, já seis haviam criado situações de remate, incluindo Acuña e Battaglia, que haviam entrado no decorrer do segundo tempo.
  • Com apenas cinco minutos para o final da partida, o panorama continuava negro para Piccini que, a somar às 33 perdas de posse, tinha apenas 43% de passes certos (31% no meio-campo adversário), apenas duas acções defensivas e nenhum cruzamento eficaz em duas tentativas.

O Homem do Jogo 👑

Dois remates à baliza, dois golos. Bas Dost voltou a demonstrar a sua tremenda eficácia, desbloqueando a partida em dois momentos-chave, especialmente após o remate certeiro de Mateus, que fazia prever uma reacção do Boavista. Para além dos golos, o holandês deu nas vistas pelos 13 duelos aéreos que disputou, dos quais venceu oito, pelas duas faltas que sofreu, uma delas em zona de perigo, e por ter conseguido um passe para finalização, terminando a partida com nota 7.8 nos  GoalPoint Ratings.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Bruno Fernandes 6.8 – Rematou três vezes, uma delas de forma enquadrada, e foi eficaz no drible em quatro das suas oito tentativas, duas delas dentro da área contrária. Disputou 18 duelos, vencendo oito, e colocou a bola na área adversária seis vezes.
  • Mathieu 6.6 – Assistiu Bas Dost para o 3-1 e fez o maior número de passes da partida, 52, falhando apenas seis. A defender esteve sempre muito bem, somando cinco intercepções e outros tantos alívios.
  • Podence 5.8 – Desatou o nó com uma assistência no final da primeira parte. Foi feliz no único drible que tentou executar. Pela negativa, foi desarmado quatro vezes e venceu apenas três dos 11 duelos que disputou.
  • Coates 4.9 – Cometeu o erro que resultou no golo adversário. Apesar disso, contabilizou nove acções defensivas e venceu 13 dos nove duelos em que participou, perdendo apenas um de cinco duelos pelo ar.
  • Rochinha 4.6 – Não teve uma noite inspirada. Rematou duas vezes, ambas de forma desenquadrada, e acertou apenas metade dos 18 passes que fez. Foi eficaz em três dos seis dribles que tentou executar e sofreu três faltas, uma delas em zona de perigo.

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