O SL Benfica arrancou três preciosos pontos na visita ao Boavista FC, no Estádio do Bessa. Quando toda a gente já se mentalizava com o nulo, o inevitável Jonas surgiu na cara de Mika e fez, aos 93 minutos, o único golo da partida, que recoloca o campeões nacionais na primeira posição da Liga NOS. Um golo caído praticamente do céu, que surgiu apenas no segundo remate enquadrado que os “encarnados” registaram na partida. Aliás, caso o Benfica tivesse perdido a liderança para o Sporting CP, a culpa seria exclusivamente sua e da má pontaria dos seus jogadores. E bem pode agradecer a Ederson.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 27 - Boavista vs Benfica
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O Boavista montou uma teia a meio-campo que impediu o Benfica de organizar o seu jogo a partir de trás, graças a um 4-2-3-1 com os três médios mais ofensivos a pressionarem muito à frente – uma estratégia semelhante à do FC Porto no Estádio da Luz. Os medianos 73% de passes certos por parte das “águias” explicam-se em grande parte pela pressão e bom posicionamento do “xadrez” boavisteiro, que aprisionou o Benfica na sua construção recuada. E foi assim durante todo o jogo, apesar de os 62,3% de posse de bola indicarem um domínio que foi vão e, em grande parte, consentido. O Boavista esteve muito bem na segunda parte, na qual fez oito remates (só 1 à baliza), enquanto os visitantes realizaram sete disparos em cada metade. Quatorze remates não é um mau pecúlio, mas sim os poucos que acertaram na baliza. O Benfica apenas enquadrou dois em todo o jogo – um por Raúl Jiménez, num lance acrobático, e o do golo de Jonas -, e o mais grave é que fez 11 remates de dentro da grande área contrária. Valeu São Jonas, que libertou a “águia”. Mas não só…

Ederson, a “torre” que evitou o xeque-mate

Se Jonas resolveu o jogo, outro elemento da equipa de Rui Vitória evitou que os da casa causassem ainda mais problemas. O jovem Ederson foi uma autêntica torre na protecção da sua baliza. O internacional Olímpico pelo Brasil realizou duas defesas, três saídas eficazes e uma intercepção, com destaque para uma na primeira parte com os pés, evitando o tento adversário. Ederson somou 6.2 no GoalPoint Ratings e foi o mais valioso em campo na nossa análise – um valor, ainda assim, baixo, que corresponde a 6.16 e esteve perto do valor mais baixo de um melhor em campo, 6.15, que pertence a Rúben Pinto, do Belenenses, frente ao Rio Ave.

Jonas “Pistolas” somou 6.0 no GoalPoint Rating devido ao golo que marcou e decidiu a partida, pois até aí tinha sido anulado pelos dois médios mais recuados do Boavista, que limitaram as deambulações do goleador-mor do campeonato. Jonas fez três remates, apenas um à baliza, um passe para ocasião, e só ganhou quatro de 12 duelos disputados. Do lado do Boavista, o melhor foi Rúben Ribeiro, com 5.7 no nosso rating, fruto de três disparos, um enquadrado e dois passes para ocasião.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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