O FC Porto não quis deixar o Sporting CP fugir ainda mais na classificação e, no primeiro jogo sem Julen Lopetegui, e com Rui Barros no comando, ganhou o derby portuense na casa do Boavista FC, por 5-0. Uma vitória que surgiu naturalmente perante um adversário que tentou equilibrar as operações a meio-campo, mas que nunca mostrou argumentos para contrariar a formação visitante. Fica, também, a imagem de uma equipa que se soltou da ditadura da posse de bola e tentou ser pragmática.

iga NOS 2015/16 - Jornada 17 - Boavista vs Porto
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Em nenhum momento do jogo o FC Porto viu o seu domínio posto em causa, apesar da muita luta dada pelo Boavista num “miolo” preenchido na zona central. Os 61% de posse de bola dos portistas no primeiro tempo foram reflexo de domínio perante um Boavista num 4-4-2 em losango, na tentativa de travar os médios visitantes. Olhando para habitual a posse dos “dragões” na Liga NOS pode dizer-se que os da casa conseguiram-no a espaços, mas aos 12 minutos já Hector Herrera colocara os “azuis-e-brancos” na frente. A inoperância “axadrezada” ficou mais patente no segundo tempo, fase em que os da casa permitiram a Jesus Corona (62′), Aboubakar (72′ e 81′) e Danilo (93′) construir uma goleada sustentada em mais posse de bola, mais remates e num pragmatismo que há muito não se via nos portistas. Só segundo tempo o Porto registou 76,3% de posse, 12 disparos (sete enquadrados), todos deles dentro da área contrária.

Danilo para toda a obra

O médio portista teve um óptimo jogo. Danilo marcou um golo (no seu único remate), fez uma assistência, um passe para ocasião, fez 32 passes, com 84,4% de eficácia, realizou três desarmes, quatro recuperações e apenas perdeu a bola em cinco ocasiões. Estes são os números do homem do jogo com base no GoalPoint Ratings, no qual somou 7.2. Quem não marcou foi André André, mas foi o segundo mais pontuado, com 6.7. O versátil jogador fez uma assistência e dois passes para ocasião e também se destacou pelas poucas perdas de bola, apenas sete.

Do lado do Boavista é difícil destacar uma exibição positiva. Salvou-se Carlos Santos, com 5.7 no GoalPoint Ratings, graças a seis alívios, cinco recuperações, quatro bloqueios, e conseguiu ainda rematar duas vezes à baliza de Iker Casillas.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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